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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Líder muçulmano questiona protesto islâmico ante lugar de martírio de cristãos em Roma


Um líder muçulmano questionou o recente protesto de centenas de islamistas no lado de fora do Coliseu Romano – onde muitos cristãos foram martirizados nos primeiros séculos da Igreja –, que chegaram ao lugar para manifestar-se pelo fechamento de três mesquitas ilegais na Cidade Eterna.

O protesto realizado no dia 21 de outubro foi organizado pela associação Dhuumcatu que representa a comunidade de Bangladesh em Roma. Os meios de comunicação italianos explicam que nas mesquitas ilegais incentivavam a radicalização dos muçulmanos, um fenômeno que acontece em toda a Europa, pelo qual lutam as autoridades locais.

Os organizadores do protesto fizeram a convocatória através da internet e asseguraram que assim demonstravam que “fechar as mesquitas não detém a oração”, dizia o lema do protesto.

Entretanto, nem todos os muçulmanos residentes na Cidade Eterna pensam da mesma maneira, pois Omar Camileti, porta-voz da Grande Mesquita de Roma, manifestou na rádio que com isto “existem riscos simbólicos”.

“Roma é a nossa cidade e uma ferida à imagem de Roma nos afetaria também, por isso desaprovamos esta manifestação”, precisou.

Em seguida, indicou que “nesses dias perguntei a muitos muçulmanos como reagiriam se em algum lugar que é simbólico para os muçulmanos, os cristãos chegassem e fizessem uma manifestação”.

“No ano do Jubileu e no ano em que foram lançadas ameaças de fundamentalistas islâmicos, esta manifestação é de aficionados”, alertou. 

O ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, declarou em agosto que as “mini mesquitas nas garagens” deveriam estar proibidas.

Roma se encontra em alerta máxima há cerca de três anos, quando recebeu as primeiras ameaças do autodenominado Estado Islâmico (ISIS).

O grupo terrorista ameaçou que conquistaria Roma e, portanto, o coração do catolicismo, como prêmio final ao califado que querem instaurar em quase todo o mundo.


Estima-se que aproximadamente um milhão e meio de muçulmanos vivem na Itália, mas há apenas uma vintena de mesquitas registradas como tais pelas autoridades.
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ACI Digital