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terça-feira, 6 de setembro de 2016

5 reflexões sobre o ridículo rancor de alguns ateus pela Madre Teresa


A obsessão de alguns ateus com a Madre Teresa beira o monomaníaco.

Mesmo quando eu própria era ateia, achava mais que absurdo que os confortáveis ateus do primeiro mundo atacassem brutalmente uma mulher que tinha renunciado a tudo para servir aos mais pobres dos pobres e que vivia ela mesma em extrema pobreza.

A ideia de que aquela mulher abnegada fosse na realidade uma lunática masoquista obcecada por si própria e que gostava de ver os pobres sofrerem foi impulsionada por Christopher Hitchens, considerado por muitos como o “fundador” do movimento neo-ateu. Praticamente todas as críticas irracionais e descabeladas que eu já li contra a Madre Teresa podem ser remetidas ao ódio obsessivo de Hitchens pela religiosa albanesa.

Hitchens morreu (por favor, faça uma oração pela sua alma). Infelizmente, porém, as suas teorias de estimação não morreram com ele e ainda pululam internet afora – o tempo todo, mas com especial virulência à medida que se aproxima a data de canonização da Madre Teresa. Em nossa época viciada em escândalos e fuxicos, as manchetes sensacionalistas contra a Madre Teresa serão irresistíveis, não importa o quanto sejam falsas.

Aqui vão algumas das acusações mais comuns que os ateus fazem para tentar justificar o seu ódio pela Madre Teresa – e algumas respostas úteis a essas manifestações obsessivas:

1. “A canonização da Madre Teresa é uma fraude”.

Christopher Hitchens criticava o reconhecimento da Madre Teresa por parte da Igreja dizendo que a Igreja acelerou o seu processo de beatificação. Ele também zombava da possibilidade de se acreditar em algum milagre realizado por intercessão da Madre Teresa.

Bom… Hitchens era ateu. Por acaso ele ficaria satisfeito com algum processo de canonização, da Madre Teresa ou de quem quer que fosse? Por acaso ele acreditava em algum milagre, atribuído à intercessão do santo que fosse, com a abundância que fosse de testemunhas oculares e de confirmações feitas por médicos e cientistas? A resposta é não. Então, por que raios importaria a Hitchens (ou a qualquer outro ateu) a “rapidez” com que a Madre Teresa foi canonizada?

2. “A Madre Teresa não administrava bem o dinheiro”.

Os críticos acusam a Madre Teresa de gerenciar muito mal as doações que recebia. Como “prova” disso, eles apontam o dedo para o estado humilde das casas da congregação, o que contrasta com os grandes donativos que, dizem, abundavam em seus cofres. No entanto, nenhuma teoria se deu ao trabalho de apontar exatamente como a fundadora teria desperdiçado ou gerenciado de forma antiética o dinheiro da congregação. Ela certamente não parece tê-lo esbanjado consigo mesma.

As autoridades do Vaticano confirmam que a Madre Teresa doava o dinheiro excedente da sua congregação para as muitas obras de caridade que a Igreja realiza em benefício dos pobres no mundo todo. Em outras palavras, ela não acumulava as doações recebidas apenas para o seu próprio grupo, mas compartilhava essa riqueza, em sintonia com a missão da sua organização. A Madre Teresa e suas irmãs são chamadas a missionar com simplicidade entre os mais pobres dos pobres, e, se elas têm dinheiro extra, o direcionam a outras pessoas pobres. Eu não enxergo como é que isto possa ofender alguém, a menos que esse alguém se esforce muito para ver nisso alguma ofensa.


Irmã Theresa Noble
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