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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Nigéria: Grupo de muçulmanos queimam 8 cristãos vivos, acusados de blasfêmia


Permanece vivo na Nigéria o horror causado pela morte de oito pessoas queimadas vivas em uma casa na cidade de Zamfara, na Nigéria setentrional, por um grupo de muçulmanos que perseguiam um jovem estudante convertido ao cristianismo, acusado de blasfêmia contra o profeta Maomé.

Jovens cristãos da Nigéria: não à Sharia

Os fatos remontam à 22 de agosto: os agressores chegaram na casa onde o jovem havia sido acolhido depois de ter sido perseguido, colocando fogo na habitação com oito pessoas dentro.

As Igrejas cristãs no país condenaram com veemência o ataque. Em uma declaração da Associação Cristã da Nigéria (CAN), o Presidente da Comissão Jovem da organização, Daniel Kadzai, recordou a coexistência de duas orientações na Nigéria: a laica, da Constituição nigeriana, e a sharia, em vigor nos Estados setentrionais, de maioria muçulmana.

“O primado do direito – afirmou ele – não pode ser respeitado em um país em que reina um dualismo jurídico, que abre caminho para as perseguições contra os cristãos”.

“Enquanto o Governo se felicita pelos recentes sucessos na luta contra o terrorismo do Boko Haram – lamentou – é triste constatar que as forças de segurança são incapazes de perseguir e prender quem ataca os cristãos".

O pesar do Fórum dos Anciãos Cristãos da Nigéria

Profundo pesar pelo ocorrido foi expresso também pelo Fórum dos Anciãos Cristãos da Nigéria (NCEF), também membro do CAN, que denuncia a progressiva islamização do país.
Em uma nota, o Presidente Solomon Asemota, salienta como o Comitê para os serviços de informação e segurança, instituído recentemente pelo Presidente Muhammadu Buhari, seja formado quase que exclusivamente por muçulmanos.

Como são muçulmanos também, o próprio Chefe de Estado, os Ministros da Defesa e do Interior e os Chefes do Estado Maior do Exército e da Aeronáutica. Também na área da educação – denuncia o Presidente do Fórum – os postos-chave são ocupados por muçulmanos.

A Nigéria é um Estado laico

O NCEF rejeita, além disto, uma recente declaração do Sultão de Sokoto, As’ad Abubakar, uma das mais altas autoridades do Islã sunita do país, segundo o qual a Nigéria não é uma nação leiga, mas uma entidade multi-religiosa.

Na realidade  - é sublinhado – a Constituição nigeriana estabelece claramente que os Governos nacionais e estatais da Federação não podem, de nenhum modo, adotar uma religião como religião de Estado.

As declarações do Sultão Abubakar – observa a nota – parecem antes querer dizer que a Nigéria é composta por duas religiões, o islã e o cristianismo, “até que a muçulmana se torne, de fato, a religião oficial da Nigéria”.
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Rádio Vaticano