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terça-feira, 19 de julho de 2016

Golpe de Estado na Turquia: um resumo dos últimos dias


As autoridades turcas prenderam no sábado milhares de soldados suspeitos de envolvimento na tentativa de golpe militar contra o presidente Erdogan, que pediu várias vezes ao longo dos últimos dias para as pessoas que o apóiam irem às ruas “para defender sua democracia”.

Enquanto isso, as forças de segurança do Estado turco ainda procuravam extinguir alguns focos de resistência armada.

Binali Yildirim, primeiro-ministro turco, informou à imprensa que, no final de semana, foram presos cerca de três mil soldados supostamente envolvidos no golpe que tem, até o momento e de acordo com várias fontes, cerca de 265 mortes e cerca de 1.140 feridos.

Além disso, Yildirim reiterou que, após a tentativa de golpe (que ele descreveu como uma “mancha para democracia turca”) “a situação está completamente sob controle”, e disse que “estes covardes (isto é, os soldados envolvidos no golpe) terão o castigo que merecem”.

Para isto, a Turquia já reivindicou à Grécia a extradição de oito envolvidos, que fugiram a bordo de um helicóptero para Alexandrópolis.

A agência oficial de notícias turca, Anadolu, disse que a polícia prendeu dez juízes do  Danistay, um dos órgãos supremos do poder judicial turco e máxima autoridade do contencioso administrativo, enquanto outros 38 membros do mesmo órgão ainda estão sendo procurados.

Também estão sendo emitidos vários mandados de prisão contra pelo menos 140 juízes. O presidente do Supremo Tribunal, Ismail Rüstü Çirit, também prometeu “punir todos os traidores”, em uma declaração a uma rádio local.

A agência Anadolu já havia informado anteriormente a destituição de 2.745 juízes pelo Conselho Superior da Magistratura do país que, por sua vez, também passou por um processo de limpeza nas mãos do ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag (que também atua como presidente do Conselho): cinco de seus 22 membros foram destituídos por serem suspeitos de estarem relacionados com o clérigo Fethullah Gülen, rival do partido islâmico do presidente Erdogan (AKP), que acusa Gülen de ter promovido o golpe militar a partir dos Estados Unidos (Gülen está radicado lá).

Em paralelo, enquanto é feita essa limpeza de militares e juristas, as forças de segurança turca seguia combatendo para extinguir os últimos focos de resistência dos golpistas.

Entre estes, o principal era um quartel general do Estado Maior em Ancara, que, segundo a CNN turca, no fim da manhã de sábado fora retomado dos últimos rebeldes militares que tinham capturado como refém o general Hulusi Akar, chefe do Estado Maior do Exército, libertado horas depois.

Embora o golpe pareça definitivamente desativado e o país procure voltar gradualmente ao normal, Erdogan pediu à cidadania turca que “permaneça vigilante”, enviando mensagens de texto para telefones móveis de milhões de usuários, pedindo-lhes para “sair de novo às ruas para defender a democracia”: “Queridos filhos da nação turca. Esta é uma tentativa de um pequeno grupo, como na década de 1970, contra a nação. Honrosa nação turca, defenda a sua honra, defenda o seu país. Defenda a sua democracia e sua paz” , diz a mensagem.
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