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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Freira testemunha a morte de Pe. Jacques Hamel: “Forçaram-no a ficar de joelhos”



Uma das irmãs presentes durante o ataque a uma Igreja na Normandia conta como jihadistas filmaram e deram um sermão em árabe antes de decapitar o sacerdote de 84 anos.

Na terça-feira de manhã dois jihadistas atacaram a Igreja de St.-Etienne-du-Rouvray (Igreja de Santo Estevão). Estavam presentes ali um padre, duas freiras e muitos fiéis participando da celebração da Santa Missa.

Os terroristas tomaram como reféns os fiéis presentes na igreja e degolaram o padre Jacques Hamel de 84 anos antes deles serem abatidos pela polícia. O Estado Islâmico reivindicou e comemorou o ataque.

Uma das freiras que testemunharam o ataque garantiu à televisão BFM que o padre foi forçado a se ajoelhar antes de ser morto na presença dos fiéis na Igreja que gritavam e imploravam por sua vida. Mas os terroristas continuavam. Eles gritavam: ‘vocês, os cristãos, nos suprimem’”.

“Ele foi forçado a se ajoelhar. Ele queria se defender. E isso foi quando a tragédia aconteceu”, disse a freira, identificada como irmã Danielle.

“Eles filmaram a si mesmos. Eles fizeram uma espécie de sermão em torno do altar, em árabe. Foi horrível”, assegurou. Disse sobre o padre morto pelo ISIS a irmã Danielle: “Ele era um grande sacerdote”.

A religiosa pôde fugir da Igreja e abordar a uma viatura que passava perto da igreja para avisar o que estava acontecendo dentro do templo.

De acordo com outras testemunhas citadas pela imprensa francesa, os jihadistas gritaram “Allahu akbar” (“Deus é o maior”) durante o ataque antes de serem neutralizados pelas forças de segurança.

Através de uma agência de notícias Amaq ligada ao ISIS, o grupo alegou que o ataque foi realizado por “dois soldados do Estado Islâmico”.

 


Pe. Jacques Hamel

O Pe. Jacques Hamel nasceu em Darnétal, na região da Normandia. Foi ordenado sacerdote em 1958 e há seis anos celebrou 50 anos de serviço à Igreja.

Em declarações a RTL, o sacerdote Auguste Moanda-Phuati, comentou: “Em minha ausência, era ele quem servia um pouco na igreja. Era um sacerdote valente para sua idade. Os sacerdotes têm o direito de se aposentar a partir dos 75 anos, mas ele ainda se sentia forte”.

“Ele dizia que não há sacerdotes e por isso podia estar à serviço. Preferiu ficar neste local e continuar trabalhando”, acrescentou.

Pe. Auguste Moanda-Phuati, de nacionalidade congolesa, estava em seu país e se preparava para voltar à sua paróquia. Ficou sabendo do assassinato pela televisão.

Segundo o jornal francês ‘Le Figaro’, o presbítero africano comenta que o Pe. Hamel “era um sacerdote bom que sempre esteve a serviço das pessoas, praticamente a vida inteira. Não podíamos imaginar que isto aconteceria desta maneira”.

Para Mohammed Karabila, Presidente do Conselho Regional de Culto Muçulmano, o sacerdote era “um homem de paz, de religião, com um carisma claro. Uma pessoa que dedicou sua vida às suas ideias e à sua fé. Ele sacrificou sua vida pelos outros”.

Para Víctor Mbeindjock Nola, um dos que também estava a serviço da paróquia, o Pe. Hamel “era muito querido pelos fiéis. A comunidade católica estava muito unida em Saint Etienne onde há duas paróquias. No período das férias, não havia mais de 600 pessoas, mas a vida religiosa é muito animada”.

 
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AugustoBezerra / InfoVaticana / ACI Digital