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terça-feira, 19 de julho de 2016

A quase impossível batalha suprema do cristão na atual 3ª Guerra Mundial


Todos os séculos anteriores ao nosso foram mortíferos. Em todos os séculos houve guerras fratricidas abomináveis, e todas elas, sem exceção, se deveram a motivos perfeitamente estúpidos.

Não há como uma guerra não ser estúpida – ainda que muitas delas envolvam uma reação em legítima defesa, essa defesa é sempre contra uma agressão inicial profundamente estúpida.

A estupidez assassina dos nossos tempos ainda se manifesta em guerras fratricidas do mesmo tipo das que ocorriam na alvorada da assim chamada “civilização”, mas esta época nos apresenta uma forma de estupidez assassina que supera todas as outras em covardia. Numa guerra “convencional”, as pessoas que são afetadas pelo menos sabem quem são seus inimigos. Na atual III Guerra Mundial, que sabiamente o Papa Francisco observou que já estamos travando “por pedaços”, nem sequer podemos identificar os inimigos que estão presentes no meio de nós.

Os terroristas não usam uniforme. Não têm qualquer “ética de guerra justa”. Não só não poupam mulheres nem crianças, como tampouco seus próprios concidadãos e os fiéis das suas próprias crenças. São o exército da suprema covardia, uma legião camuflada em meio aos exércitos da estupidez.

A legítima defesa não só permite, mas obriga que as vítimas inocentes se defendam. No entanto, a nossa defesa não pode ser tão estúpida quanto as agressões. É verdade que, para defender-nos, somos forçados a usar métodos compatíveis com os do agressor, o que implica, lamentavelmente, o uso de armas. Estes métodos, porém, não podem ser os únicos.
Se de fato somos cristãos como dizemos, não podemos sequer pensar em ser derrotados na grande e suprema batalha em que esse tipo de terrorismo covarde mais deseja nos derrotar: a batalha da fé.

E isto nos coloca diante do mais árduo combate que podemos lutar em meio a uma guerra estúpida e covarde: o combate contra a nossa própria tendência humana a rebaixar-nos ao nível do inimigo estúpido e covarde.

O indício de que estamos perdendo essa batalha é claro: basta verificar se estamos ou não cumprindo a ordem mais estarrecedora do nosso Comandante:

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS. FAZEI O BEM AOS QUE VOS PERSEGUEM. PERDOAI SETENTA VEZES SETE.

Que batalha pode ser mais difícil do que esta?

Sim, oremos por Nice, como oramos por Istambul, Orlando, Paris, Bruxelas, Boston, Madri, Nova Iorque, pela Nigéria e pelo Paquistão, pela Síria e pelo Iraque, pela Líbia e pelo Quênia e por cada pedaço do nosso mundo manchado por sangue inocente derramado por profetas do terror, da estupidez e da covardia.

Sim, oremos pelos feridos, pelos mortos, pelas suas famílias e pelas pessoas em missão de liderança – que parecem não ter ideia do que fazer diante do absurdo desafio de combater um inimigo invisível que ataca nas sombras.

Sim, oremos por nós mesmos, para que não percamos a fé; para que não percamos o coração; para que não desistamos de defender a Verdade da mensagem de Cristo: o próprio Cristo, que é a própria Verdade, Caminho e Vida.

E não sejamos covardes diante da mais difícil e mais cristã de todas as orações que somos chamados por Cristo a fazer:

Oremos pelos inimigos. Oremos pelos terroristas. Oremos para que conheçam a Verdade e sejam finalmente libertados por ela.

Se não cumprirmos esta ordem do nosso Comandante, já perdemos não somente esta batalha, mas a guerra inteira.


Francisco Vêneto
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