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segunda-feira, 27 de junho de 2016

O protestantismo e suas dúvidas infernais




Chama a atenção de qualquer pessoa a aversão que grande parte dos protestantes nutre pela Igreja Católica. Sabemos que bons e maus tem seguidores ou simpatizantes por todos os lados. As ideias mais inaceitáveis encontram adeptos e defensores em todo o canto. Por exemplo, nota-se em tempos de eleições todo o tipo de ideia ou ideologia. As propostas mais abomináveis são aceitas ao menos por pequena parte do eleitorado. Dependendo do cargo que se pretende e da quantidade de votos necessários para eleição de determinado candidato, pode-se colocar no poder alguém com ideias contestadas as vezes por milhões de pessoas a partir de meros 50.000 votos ou até menos. No entanto, contrariando a tendência natural do ser humano pela pluralidade, quando o assunto é a Igreja Católica apenas com algumas raras exceções, percebemos nitidamente a aversão e por vezes até ódio por parte dos irmãos protestantes. Como explicar isto? Todos são maus no catolicismo? Não há e nunca houve um sacerdote justo ou um papa honesto? Dizem até mesmo que nós católicos não somos cristãos. Não há uma só doutrina ou dogma católicos que não estejam certos?

Ora, se a máxima protestante estivesse correta de que placa de igreja não salva ninguém, também estaria correta a afirmação de que placa de igreja não condena ninguém. Então por que tão grande hostilidade se é o protestante quem diz que placa de igreja nada garante e consequentemente assume que esta mesma placa nada condena?

Por anos procuramos explicações para esta aversão. No presente texto não desejamos dar explicações sobrenaturais, bíblicas ou teológicas. Nos parece que seria muita pretensão. Procuramos observar os aspectos racional e cotidiano. O protestante vive uma angústia infernal. E por quê?

O protestante estabeleceu para si próprio o princípio Sola Scriptura. Tudo tem ser explicado pela Bíblia. Entretanto, o protestante admite e com razão que a Bíblia é a palavra infalível de DEUS. Sendo assim, uma vez que a palavra de DEUS é infalível, não se pode admitir que duas pessoas interpretem de modos diferentes o mesmo texto bíblico.

É exatamente este um dos telhados de vidro do protestantismo. Não há protestante que concorde com outro protestante integralmente em matéria de fé e doutrina. E todos se dizem certos. E todos dizem que foram inspirados pelo Espírito Santo.

Sinceramente, acreditamos que muitos protestantes abraçaram o protestantismo por boa-fé e estes mesmos agem com sinceridade diante de DEUS. Para estes, é evidente que uma angústia perturbadora lhes assalta a todo o momento.

No caso das seitas e de seus falsos pregadores não se deve falar em angústia ou receios, já que para estes o evangelho e Jesus são apenas meios de ganhar dinheiro. Eles mesmos não acreditam no que pregam. Estamos falando para os protestantes sérios e comprometidos com o cristianismo e que por questão de justiça me vejo forçado a dizer que repudiam e contestam as inovações e modismos introduzidos pelos falsos mestres.

Um bom número de protestantes se posiciona de forma firme contra as novidades e blasfêmias introduzidas no meio cristão pelos inúmeros falsos profetas que andam por aí. Pois bem, se um e outro protestante não concordam em matéria de fé e doutrina, é certo que pelo menos um deles está errado. E quem está errado, portanto, fazendo diferente do que ensina a Bíblia que é a Palavra de DEUS infalível, por certo estaria praticando heresia perante o outro protestante.

Não por acaso, não há protestante que não tenha sido acusado de heresia por outro protestante e não há protestante que não acuse outros de heresias. Surge então a agonia infernal que assola cada protestante: nem todos estão interpretando corretamente.

Como resolver o problema? Se é certo que Jesus só tem uma opinião firme e verdadeira para cada tema e se é certo que ele não muda jamais, como conciliar doutrinas tão divergentes entre si de modo que todos os protestantes sintam-se seguros quanto a salvação? Duas situações dão ao protestante a falsa segurança de que sua eventual heresia não lhe condenará ao inferno. 

1º situação

A primeira é a salvação garantida. Quem aceita Jesus está salvo e já não importa o tipo de cristianismo ou o Jesus no qual se acredita. Levantou o dedo e fez o favor de “aceitar” Jesus já está salvo. E a maioria diz ainda que salvação garantida não pode ser perdida. Ou seja, assim como Lutero que disse que o homem deveria pecar o máximo possível que ainda assim seria salvo pela fé, o protestante acredita que tendo “aceitado” Jesus suas eventuais heresias não serão levadas em conta e neste caso a salvação obtida a partir do “aceito Jesus” é algo que não pode ser perdido ainda que posteriormente ele se torne um herege formal. Será? Surge então um problema com esta teoria. Se estão todos salvos e salvação não pode ser perdida, podemos afirmar que pastores, pregações, leitura bíblica, dízimos, DVDs, CDs, música Gospel e mesmo igrejas protestantes são irrelevantes.

Se todos estão salvos, porque fazer cultos para quem já está salvo e sendo que tal salvação nem mesmo pode ser perdida? Por que pagar dízimos? Por que a leitura eficiente da Bíblia? Por que pregações? Se todos estão salvos e salvação não pode ser perdida, nem mesmo igrejas protestantes são necessárias. É tudo perda de tempo! Por que cultos e pregações para pessoas que já estão salvas e pessoas que teoricamente não precisam de pastores ou igrejas já que contam com a “assistência” do Espírito Santo na leitura bíblica de modo que podem interpretar a Bíblia e podem conhecer a sã doutrina e a vontade de DEUS? O protestante não explica e pouco lhe importa que a doutrina da salvação garantida não faça sentido algum.

Para resolver esta nova angústia, pois qualquer pessoa de bom senso pode concluir que a salvação não é algo automático e imutável, mas depende de nossas ações e perseverança, uma outra situação de certo modo recobra a “paz” do protestante quanto a salvação.

2º situação

O outro critério usado pelo protestantismo para trazer segurança aos seus filhos quanto a salvação foi nutrir aversão pela Igreja Católica.

Simples. Combate-se um inimigo imaginário e que deve ser enfrentado por todos. Este suposto inimigo seria o maior herege de todos. Culpado por tudo. E já têm pessoas culpando a Igreja Católica pelas atuais divisões das divisões no protestantismo. Assim, quando o Senhor lhes cobrar as doutrinas estranhas ao evangelho por eles pregadas, haverão de dizer que combateram os maiores hereges ou o maior fabricantes de heresias que já existiu.

As doutrinas protestantes alimentam-se basicamente do anticatolicismo. Os regimes totalitários utilizam-se deste expediente, criando inimigos imaginários que devem ser combatidos e que servem como cortinas de fumaça para que ninguém tenha que enfrentar os seus próprios desmandos e graves equívocos.

Uns elegem os Estados Unidos da América como inimigo, no passado, outros elegeram a extinta União Soviética. Outros elegem a imprensa, uns acusam os empresários ou governos e muitos outros elegem o papa ou a Igreja Católica como principais inimigos. Seria natural que muitos protestantes chamassem católicos de irmãos em Cristo quando entre eles várias afinidades são evidenciadas. Seria natural que protestantes defendessem católicos quando estes se destacam por iniciativas ou ações. Seria lícito esperarmos apoio para eventuais discursos de sacerdotes em defesa de princípios cristãos ou defesa da fé. Nada disto ocorre. Se o papa confessa Jesus Cristo como Senhor, lá vem uma crítica por causa de um pronome ou uma vírgula usada pelo papa. Se temos procissão, somos idólatras. Se batemos palmas, não temos respeito. Se não batemos palmas, somos frios. Se tem celibato, deveríamos casar. E assim por diante. Mesmo nas críticas, um grupo de protestantes acusa a Igreja de ter modificado a doutrina. Então vem outro grupo e acusa a Igreja Católica de ser dogmática, arcaica e que nunca se moderniza.

Escândalos ou erros de sacerdotes católicos 500 anos atrás causam maior indignação aos protestantes do que um erro de um deles no presente. Isto é estranho. O protestante nos aponta o dedo e nos diz que somos ímpios. Ora, se somos ímpios, seria mais natural que pecássemos. E sendo eles o “Povo de DEUS”, não seria natural que fossem mais intolerantes com seus próprios erros?

Mas não é assim que funciona. Um católico 600 anos atrás que tenha cometido crimes é lembrado rotineiramente e todos os católicos atuais parecem ter que pagar pela infâmia ou escândalo causado séculos atrás. Entretanto, quando o protestante se depara com escândalos e desmandos em seu próprio meio, muitos não só se ocupam de defender o indefensável, mas outros tantos tornam aqueles abusos com total descaso.

Mais estranho ainda é o fato de que na Igreja Católica nunca se defendeu que não há pecadores entre nós. Pelo contrário, o que é dito e ensinado é que a inerrância da Igreja refere-se a questões de fé, moral e doutrina. Nunca foi dito que filhos da Igreja estão imunes ao pecado. Quanto aos escândalos, o próprio Jesus nos adverte que cuidaria daqueles através dos quais os escândalos foram introduzidos. Na prática ele está nos dizendo que sempre se encarregaria de purificar sua igreja. Quem torna Lutero “indispensável” em verdade não creu na promessa de Jesus.

O fato é que não compreendendo a diferença entre infalibilidade e “impecabilidade” os protestantes criaram igrejas que supostamente não teriam pecadores. Evidente que tal situação não foi possível. E eles já descobriram isto. Lutero não demorou a concluir. Falta coragem apenas de assumir que além de edificar igrejas com pecadores, agora os protestantes já não contam com o dom da infalibilidade que é reservado exclusivamente à Igreja Católica.

Não por acaso, as heresias vistas em larga escala no meio cristão são patrocinadas exclusivamente pelo protestantismo. Unção da galinha, unção do cachorro, unção do zoológico, unção do chifre, unção da meia, unção do helicóptero, unção da vaca, batismo em parque de diversões, teologia da prosperidade, pregação pelo aborto, pregação pelo divórcio, unção do riso, regressão ao útero materno, unção da vassoura, transferência de unção, descarrego, fogueiras santas, desafios financeiros e tantas outras que demandariam um texto ainda maior. Já tem gente até dizendo que ajudar os pobres desvia recursos da “igreja”, que horror!

Ora, Jesus disse que devemos temer mais aqueles que matam a alma do que aqueles que matam o corpo. Em outras palavras, as heresias podem ser mais nocivas do que os erros comuns a todos os homens.

Que angústia infernal vive o protestante! Sua auto suficiência não lhe permite retroceder. Desesperadamente, precisam constituir um inimigo maior e supostamente mais herege. E para não ter surpresas, nada melhor do que um conceito que “garante” salvação. Por via das dúvidas, melhor ainda é fazer desta salvação um tesouro que não pode ser perdido e independente do cristianismo que se pratica ou do Jesus que cada um segue.

Dois protestantes e um católico estão conversando. O primeiro protestante se diz favorável ao aborto. O segundo se diz contrário. O católico que participa da conversa concorda com este segundo protestante que é contrário ao aborto. Qual a dupla entre os três que citei que se autodenomina como “irmãos” em Cristo? Resposta: Os dois protestantes, ainda que absurdamente divergentes entre si e ainda que um deles se afine em termos de doutrina mais com o católico do que com o outro protestante.

O comprometido protestante não compreende que ele vive num ciclo vicioso. Se defende a livre interpretação da Bíblia, terá que conviver com os maus que se utilizam da Palavra de DEUS para proveito próprio. Pensa este protestante que o meio de evitar as heresias e deformações seja o estudo bíblico mais aprofundado. Tem gente clamando por um vigoroso e generalizado estudo bíblico no meio protestante como forma de combater as heresias. Engana-se este protestante de boa-fé.

Quanto mais estudo e teologia sem o alicerce de um magistério confiável, mais e mais surgirão novos pseudos mestres e “sábios” que eventualmente condenarão até mesmo os bons professores e estes mesmos fundarão novas seitas que produzirão novos “estudiosos” que, seguindo os passos dos primeiros também se dividirão e introduzirão novas heresias.

Todo aquele que estuda a Bíblia fora da orientação das autoridades legítimas constituídas pelo Senhor Jesus acaba pensando saber mais do que os outros. Quanto mais “sábio”, mais se pretende ensinar e menos se pretende aprender.

O genial e santíssimo São Thomás de Aquino, Doutor da Igreja disse e o disse bem: “Espero nunca ter ensinado nenhuma verdade que não tenha aprendido de Vós. Se, por ignorância, fiz o contrário, revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana”.

Em contraste com a humildade do sábio católico e santo doutor, disse Martinho Lutero pai de todas as seitas: “Quem não crê como eu, está destinado ao inferno. O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa.” E tem gente preferindo dar ouvidos a Martinho Lutero!

A Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. O texto bíblico lhe confirma a autoridade sobre as Escrituras. Afinal de contas não foi a Igreja constituída pela Bíblia, mas a Bíblia produzida pela Igreja. Não por acaso o texto bíblico recomenda que toda Escritura é útil para o aprendizado. Em outras palavras, útil significa auxílio. Confundir utilidade com suficiência é confirmar que todo e qualquer homem pode livremente interpretar a Bíblia e assim não há como condenar heresia alheia se não há antes um magistério confiável que defina o que é heresia. Ao invés de atender a determinação bíblica de que a fé vem pelo ouvir, a fé do protestante acaba vindo pela sua própria leitura privada da Bíblia.

Quem é o ser humano que deseja ouvir e aprender de outro aquilo que ele julga que pode entender por si próprio? Assim, a fé do protestante em Jesus é a fé que cada um entendeu sobre Jesus através de sua leitura bíblica particular.

Se por vezes homens mais preparados e estudiosos conseguem aproximar-se da doutrina do Jesus verdadeiro, muitos outros acabam “crendo” em um Jesus que não existe, mas fabricado a partir de conclusões decorrentes da leitura particular de cada um. E este Jesus que se opõe ao Jesus da Bíblia, mas que cada um entendeu a partir de sua própria leitura particular da Bíblia, é que será ensinado aos homens que não conhecem o evangelho e no Brasil particularmente será ensinado aos católicos que não conhecem a fé que dizem praticar.

Ora, a contradição já se inicia na própria pregação de um protestante para qualquer homem ou mulher. Como pretende o protestante convencer quem quer que seja se antes mesmo de qualquer coisa, quem lhe ouve, deve crer que DEUS não constituiu a Igreja como coluna e sustentáculo da verdade e nem concedeu a homem algum o dom da infalibilidade?

Não por acaso e porque cada qual tem o seu Jesus particular, quem prega teologia da prosperidade condena quem não a pratica e ainda rotula de trouxas seus opositores. Por outro lado, aqueles que abominam a dita teologia condenam aqueles que a ensinam, mas não deixam de considerar os primeiros como “irmãos em Cristo”.

A angústia infernal protestante se dá ainda em última análise a partir do princípio criado pelo protestantismo e para o qual cada protestante está obrigado: o próprio “Sola Scriptura” (Só a Bíblia).

Ora, somos julgados pelos critérios que estabelecemos para os outros. Se somos misericordiosos, havemos de alcançar misericórdia de DEUS. Mas se somos rígidos, inflexíveis e intolerantes, estamos sujeitos ao julgamento de DEUS na mesma medida. Quem se obrigou ao “Só a Bíblia”? Não fomos nós católicos! Não somos seguidores de Lutero, escutamos a Igreja.

O “Só a Bíblia” é um critério protestante, criado por protestantes e para protestantes. Curiosamente, nossos dogmas, costumes de fé e doutrinas são cobradas pelos protestantes a partir do critério que deveria valer para eles. E eles próprios não se dão conta de que o “Só a Bíblia” lhes condena, porquanto não havendo concordância no que se refere às questões de fé e doutrina, é óbvio que muitos estão saindo da Bíblia que deveria ser seguida por todos e pela qual todos, sem exceção, estão obrigados.

Quem cobra “Só a Bíblia” e nada além dela e concorda que a Bíblia é a palavra infalível de DEUS, obrigou-se ao princípio que pretende impor aos demais. Quem é o protestante que gritando “Só a Bíblia” poderá desculpar-se por doutrina anti bíblica que tenha pregado? Quem é o protestante que gritando “Só a Bíblia” e dizendo-se inspirado pelo Espírito Santo em sua leitura bíblica poderá dizer que não entendeu o que leu?

Como é seguro ser católico, não é? Se fosse possível que a Igreja Católica cometesse erros em matéria de fé e doutrina, ainda assim poderíamos dizer a Jesus que fizemos o que estava na Bíblia e assim não interpretamos porque a Bíblia, segundo Pedro, proíbe a interpretação particular. E poderíamos dizer que acreditamos na Bíblia porque a Igreja Católica nos disse que era para crer. E também poderemos dizer a Jesus que não confiamos na nossa leitura bíblica, porquanto a mesma Bíblia em Timóteo nos ensina que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. Podemos dizer que deixamos exclusivamente para a Igreja a tarefa de interpretar corretamente as escrituras. E poderemos finalmente dizer que escutamos o conselho de São Paulo e guardamos as tradições que nos foram transmitidas por escrito ou não. E podemos dizer que aprendemos estas tradições com a Igreja. Podemos até dizer que confiamos em Pedro por causa das palavras de Jesus para que ele apascentasse as ovelhas e confirmasse seus irmãos na fé.

Se fosse possível haver erros na doutrina católica, nós católicos ainda poderíamos culpar a Igreja, São Paulo ou o Papa. Quem sabe poderíamos ouvir: “Pai, perdoe aos católicos. Eles são leigos e não sabiam o que estavam fazendo”. Ora, alguém perguntou a Jesus se ele era o filho de DEUS. Ele disse: “Tu o dissestes.”

São nossos irmãos separados que dão testemunho de nós quando nos chamam de seguidores de papas ou quando nos dizem que nós CATÓLICOS não devemos considerar placa de igreja ou que o nome Igreja Católica não está na Bíblia. São eles que dão testemunho que somos ensinados pela Igreja e mantemos fidelidade a Pedro. E o protestante que tudo sabe a partir de sua própria leitura bíblica “inspirada” pelo Espírito Santo e que está obrigado ao critério “Só a Bíblia”?

Diante da angústia infernal a qual cada protestante está sujeito a partir das escolhas que fez, nada melhor para lhe trazer uma falsa segurança do que acreditar na salvação garantida a partir do “aceita” Jesus e a eleição de um inimigo comum e “destrutivo” que deve ser vencido e que seria um herege ainda maior do que qualquer protestante.

Nós, católicos, devemos dar graças ao Senhor pelo seu imenso amor. Conhecendo nossas fraquezas, nossas imperfeições, mazelas, soberba, arrogância, não nos abandonou à nossa própria sorte e aos nossos julgamentos parciais e completa ignorância, mas deu-nos como mãe e mestra por excelência a Igreja inerrante que tudo nos ensina e que é o caminho seguro para nossa santificação rumo à pátria celeste.

Já não somos nós que devemos descobrir por conta própria e a partir de nossa leitura bíblica privada a Igreja que devemos integrar, as doutrinas que devemos seguir e repudiar, e, nem mesmo precisamos decidir quem é ou não herege ou quem vai ou não para o céu.

O Cristo nos salva. A Igreja nos ensina. O espírito nos santifica. E o Pai julga todas as coisas. E ainda ganhamos Maria como caminho mais reto e seguro para Cristo. Façamos como João e levemos Maria para a casa. E ainda temos os exemplos de nossos santos que dão testemunho do poder do DEUS vivo que é capaz de transformar toda e qualquer criatura humana.

Negar que seja possível alguém tornar-se santo é duvidar que o autor de toda a santidade possa produzir obras perfeitas. Ele mesmo diz: “Sem mim nada podeis fazer.” Quem é santo, só pode sê-lo por causa de Jesus Cristo. Que amor sem medidas do Altíssimo DEUS pela humanidade!

Infelizmente, o protestante está amarrado ao critério que criou para si próprio. Nada melhor do que impor aos católicos o “Leia Bíblia” para se auto convencer que existem outros interpretando de forma ainda mais equivocada do que ele próprio.

Repudiamos ofensas contra a honra e dignidade das pessoas. Somos favoráveis ao amplo debate religioso e a liberdade de escolha de crenças e fé que pareçam mais adequados a cada homem ou mulher. Defendemos a liberdade religiosa e condenamos qualquer tipo de perseguição ou preconceito contra crença ou religião de quem quer que seja. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina tão e somente.

A paz do Senhor esteja convosco.


V.De Carvalho
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Texto elaborado com a colaboração de B.Carvalho, Dani Silva e A.Silva