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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Johannes: “Deixei o islã porque Cristo prega o amor”.


Johannes é o novo nome de um jovem iraniano que se chamava Sadegh. Nascido no Irã, em família muçulmana, ele hoje também tem novo país e nova fé: mora na Áustria e, do islã, passou a Cristo. Johannes contou ao jornal britânico The Guardian, em 6 de junho, como e por que se converteu.

Ele tinha começado a se fazer perguntas sobre as raízes do islã ainda em sua terra natal, durante a universidade.

Descobri que a história do islã era totalmente diferente do que eu tinha aprendido na escola. Talvez, comecei a pensar, ela fosse uma religião que se estabeleceu com a violência (…) Mas uma religião que dá os seus primeiros passos com a violência não pode levar as pessoas à liberdade e ao amor. Jesus Cristo disse que quem com espada fere, com espada perece. Isso realmente mudou a minha forma de pensar”.

Johannes empreendeu o seu caminho de conversão ainda no Irã, mas logo se viu forçado a deixar o país.

O DIREITO DE RECEBER O EVANGELHO

A Igreja está crescendo, mas não por fazer proselitismo: ela não cresce por proselitismo; ela cresce por atração, pela atração do testemunho que cada um de nós dá ao povo de Deus”, declarou o papa Francisco, esclarecendo os termos da discussão sobre a conversão religiosa. Em seu centro não está o proselitismo, e sim a evangelização, essencialmente ligada ao testemunho do Evangelho a quem não conhece Jesus Cristo ou sempre o rejeitou.

Números oficiais não existem. Estimativas estatísticas não estão disponíveis. Ainda assim, é notório que muitos daqueles que não conhecem Jesus ou que antes o rejeitavam “estão buscando a Deus em segredo, impulsionados pela sede do seu Rosto, inclusive em países de antiga tradição cristã”, observa o Santo Padre. E “todos têm o direito de receber o Evangelho”. Não se trata de impor “uma nova obrigação, mas de compartilhar uma alegria, sinalizando um horizonte belo”.

CONVERSÕES DE FACHADA?

A Conferência Episcopal Austríaca publicou no ano passado novas orientações para os sacerdotes, alertando que muitos refugiados poderiam tentar facilitar o seu estabelecimento no continente europeu através da suposta conversão. “Admitir ao batismo pessoas identificadas como ‘não críveis’ implica perda de credibilidade para a própria Igreja”. Desde 2014, aplica-se na Áustria um período de preparação em que se verifica o desejo sincero da conversão. “Não estamos interessados em ter cristãos pro forma”, explica Friederike Dostal, que coordena os cursos de preparação para o batismo de adultos na arquidiocese vienense.

Apesar do risco real das “conversões de fachada”, histórias como a de Johannes se multiplicam tanto na Europa quanto nos próprios países de origem destes novos cristãos – países onde a “atração cristã” de que fala o Papa Francisco pareceria impossível. Mas o Espírito Santo sopra onde quer.
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