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terça-feira, 28 de junho de 2016

Itália: Muçulmanos vandalizam imagem do padroeiro da Bolonha

 
A estátua de São Petrônio, padroeiro da cidade de Bolonha (Itália), encontra-se na praça ‘di Porta Ravegnana’, exatamente abaixo de ‘As Duas Torres’. Este emblemático monumento amanheceu com uma inscrição em árabe. A frase “Alá Akbar”, que significa “Deus é grande”, ocupou em grande medida a base da escultura.

A polícia está revisando as gravações de vídeo das câmaras de vigilância da região para descobrir os culpados, pois consideram muito provável que este momento tenha sido gravado.

A Arquidiocese condenou este ato e afirma que é uma provocação que tenham utilizado o pedestal da estátua de São Petrônio para “ofender os outros. É uma blasfêmia que se use o nome de Deus” com esta finalidade, já que “é o símbolo civil e religioso da cidade”.

Além disso, pede “às autoridades competentes que identifiquem os responsáveis e não cedam à lógica da confrontação e prevaleça a colaboração de todas as pessoas para conseguir uma coexistência pacífica”.

O prefeito da cidade, Virginio Merola, confirma que a inscrição, realizada com espuma branca, “será apagada de imediatamente”. Acrescenta, segundo informa ‘Il Messaggero’, que confia que “não seja uma brincadeira de algum ‘tonto’, porque Bolonha sempre foi uma cidade na qual convivem diferentes culturas e religiões, há séculos, e existe o diálogo, por isso não podemos permitir este tipo de gesto por parte da cidadania”.

O padroeiro de Bolonha, objetivo do Islã

 
A basílica de São Petrônio, que se encontra a poucos metros da estátua, é um dos lugares mais vigiados desde que se produziram os ataques terroristas da França. O motivo é que em seu interior se encontra um afresco do Giovanni da Modena, no qual se representa o Profeta do islã nu condenado no inferno.

Esta obra representa Maomé, “condenado a ser eternamente rasgado da cabeça aos pés pelos demônios”, seguindo as palavras do Canto XXVIII de ‘A Divina Comédia’ de Dante Alighieri, que definiam o profeta como um “semeador de escândalo e cisma” por ter dividido as religiões.

Desde 2002, esta obra se converteu no alvo dos terroristas islâmicos ao considera-la muito ofensiva para os muçulmanos e ante a negativa da maioria deles de representar o fundador do islã, algo proibido em sua religião.

Cinco supostos turistas (quatro marroquinos e um tunisiano) foram detidos por planejar um ataque contra a basílica a fim de destruir tal representação.
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ACI Digital