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terça-feira, 31 de maio de 2016

Sim, povo católico, vamos falar de estupro. Mas vamos falar de você também !


Todos nós estamos horrorizados com a desgraça ocorrida nesta última semana em que uma menina foi violentada por mais de 30 homens. É algo gravíssimo que deve trazer preocupação a todos nós. Agora, eu diria que tão grave quanto, é a reação da nossa sociedade diante dos fatos.

Algumas feministas (as “feminazi” de sempre) se apropriaram do caso e estão aproveitando a ocasião para falar as coisas de sempre: que os homens são “opressores", “estupradores em potencial” e que “a sociedade é machista”. Tenho medo de pensar em quanto estão torcendo para que essa menina esteja grávida e tudo se torne mais um “case” de sucesso para o aborto.

Por outro lado, a galera mais liberal, apesar de entender a gravidade, coloca a garota não apenas como vítima, mas como uma das “provocadoras” do problema. Pensa em punições maiores, em castração química e, também tenho medo de pensar, parece torcer para que os supostos estupradores (supostos porque ainda não foram condenados) sejam presos e devidamente “punidos” dentro da carceragem.

Bem. O fato é que pra onde a gente olha, vê barbárie. Aliás, diante do que aconteceu, sequer importa se houve ou não um consentimento. Mas quem tem a razão? Acho que ninguém. Não tem mocinho nessa história e todas essas atrocidades me parecem o cartão de visitas de uma sociedade que não tem mais Cristo como centro e nem a família como base.

Sim. A família é a raiz do problema. Não estamos falando de um crime isolado, estamos falando de moralidade, de valores. Uma semana antes, estava vendo a mesma coisa acontecer dentro de festas mostradas pelo “Profissão Reporter” da Rede Globo: duas garotas de 14 anos faziam sexo com rapazes desconhecidos dentro de carros e uma delas ainda disse que passaria a noite na casa de um deles. Onde estão as famílias dessas pessoas? Por que permitem isso?

Não vai levar a lugar algum fazer mais leis e aprovar punições mais duras. Quem não tem capacidade crítica pra entender que não pode transar com menores de idade no carro e depois levá-las pra casa, vai medir os riscos de ser flagrado pela polícia? Aliás, que polícia? Tem polícia nesses locais? Se tem, por que nunca se fez nada? O problema não está nas leis. Temos que olhar para as pessoas.

É um problema de educação.

Enquanto não restabelecermos a família como local privilegiado da educação dos filhos, mais e mais atrocidades irão acontecer, mesmo que coloquemos todos os nossos jovens na cadeia. Os filhos do Brasil estão sendo educados apenas para servir a interesses ideológicos, não pra pensar ou ter valores. Ah… claro. Isso quando tem escola.

Se estamos falando de estupros hoje, é porque antes permitimos que violentassem nossos valores e os corações e mentes da nossa juventude. E não é de agora não… desde os anos 60 com sua liberação sexual, o que era transgressão virou normalidade, o que era indecente, virou desejável. Os jovens daquela época já cresceram e muitos formaram arremedos de família que não têm a menor condição de sustentar qualquer tipo de educação. E continuam querendo piorar.

Mas como é que se resolve a confusão em que mergulhamos?

Atendendo ao chamado da Igreja para “plasmar” a sociedade. E pra isso, não podemos nos perder em refinar as formas de punir os infratores e nem gastar tanto tempo apenas para refutar gente tomada por ideologias. Ideologia é enchimento para quem tem a vida vazia de significado. É como a palha para os espantalhos.

E justamente para não ter uma sociedade apenas de espantalhos, temos que gastar toda a nossa energia em anunciar o verdadeiro significado da vida. Aquilo que verdadeiramente é capaz de preencher o vazio do homem: Cristo.

E só tem uma maneira coerente de fazer isso: buscando a santificação de nós mesmos e das nossas famílias. Porque a santidade não pode ser entendida como um prêmio post-mortem para os mais bonzinhos. A santidade é um serviço urgente à Igreja de Cristo. É pra agora, é pra ontem.

Se o estupro coletivo chocou você, mova-se. Pode ser que daqui há alguns anos não nos choquemos mais.
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O Catequista / ZENIT