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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Região do batismo de Jesus será desminada após quase 50 anos de guerra

 
Mais de 50 hectares de terreno minado impediram por aproximadamente meio século o acesso de milhares de fiéis a sete igrejas cristãs na região do rio Jordão, onde acreditam que Jesus foi batizado. Graças às doações e ao trabalho de uma fundação britânica esta situação mudará.

A região, conhecida como Qaser al-Yahud (Castelo dos Judeus, em árabe), foi fortemente minada e encheram-na de outros explosivos depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, na qual se enfrentaram Israel, o atual Egito (conhecido na época como República Árabe Unida), Jordânia e Síria.

A fundação britânica HALO realizou trabalhos para desminar diversas partes do mundo, da Colômbia até o Afeganistão. Em 1997, tornou-se conhecida nos meios de comunicação, quando a Princesa Diana de Gales visitou um dos lugares onde trabalhavam, na Angola.

HALO, que já tem a permissão das autoridades israelenses, jordanianas e religiosas, está há dois anos trabalhando na área e estima que, quando a região estiver limpa das minas e dos outros dispositivos explosivos, será visitada a cada ano por mais de 300 mil turistas e peregrinos.

Os templos que se encontram na região pertencem à Igreja Católica e às Igrejas ortodoxas copta, etíope, grega, romena, síria e russa. Um terreno da igreja anglicana também está localizado nesta região.

O Custódio da Terra Santa, sacerdote franciscano Pierbattista Pizzaballa, assinalou: “Esperamos ansiosamente o dia em que, graças a fundação HALO, possamos celebrar o Sacramento do Batismo de Cristo em paz”.

Um dos templos desta região é precisamente franciscano. “A igreja franciscana tem uma longa tradição de louvor em Qaser al-Yahud, especialmente na Epifania”, disse o Pe. Pizzaballa.

“Embora continuemos fazendo hoje, nosso acesso foi limitado devido ao fatal legado das minas terrestres”, assinalou o Custódio da Terra Santa.

Por sua parte, James Cowan, diretor executivo de HALO assinalou que esta fundação “realizou operações para retirar minas na Cisjordânia por dois anos. Durante este tempo fechamos as brechas religiosas, culturais e políticas”.

“Considero que a remoção de minas neste lugar emblemático beneficiará em um futuro toda humanidade”, disse.

De acordo com a fundação HALO, a remoção de minas da região custará cerca de 4 milhões de dólares. Por isso, fez um apelo às congregações e fundações no mundo inteiro a fim de que possam colaborar economicamente neste trabalho.
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ACI Digital