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domingo, 1 de maio de 2016

Mãe é uma só!


“Mãe é uma só que a gente tem no mundo”. Frase batida, não? Mas, ainda assim, profunda. Ela pertence a uma conhecida canção, capaz de tirar lágrimas sinceras das mães homenageadas. Também, pudera, geralmente elas desfrutam de paparicos e sinais de gratidão somente neste dia.

Conta-se que uma garotinha de 5 anos acordou cedo  e encontrou o pai fazendo o café da manhã. Então, logo perguntou: “Por que o senhor está fazendo café?”. “Porque hoje é o dia das mães” – respondeu o homem, todo carinhoso. Ele só não esperava a reação de surpresada menina: “Ah, então todos os outros dias são dias dos pais?”.

Maio, mês das mães, é propício para demonstrarmos mais carinho às nossas mães. Sabemos, porém, que dias especiais não redimem uma convivência difícil. É preciso que saibamos dar mais atenção e carinho a elas no dia-a-dia. Tudo isso unido à paciência, pois não vou ser ingênuo em dizer que todas as mães são o “máximo da perfeição”. Mas, afinal, quem nunca discutiu ou respondeu para sua mãe? Às vezes escapa, não é?

Conta um padre que um dia, visitando uma casa, presenciou um leve bate-boca entre uma mãe e sua filha de 25 anos. A mãe reclamava dos gastos da filha, do namoro com o qual não concordava, da roupa que usava, do som que escutava, etc... Já a filha reclamava que nada estava bom para a mãe, que ela só implicava, não lhe dava liberdade, e que a vida era dela (qualquer semelhança com alguém jovem não passa de mera coincidência). Em um dado momento, a mãe solta a frase fatídica (quase uma chantagem emocional): “Cuidado, filha, mãe é uma só, viu!”. E a resposta da filha veio direta e espontânea: “Graças a Deus! Imagine se fosse duas! Ninguém merece.” Confessa o padre que começou a rir da situação. Elas também riram e pararam a discussão boba. Depois ele ficou pensando se não seria mais fácil a mãe dizer: “Filha, eu a amo muito, estou preocupada com a sua vida”. Então daria alguns conselhos de mãe, a abraçaria  e falaria da necessidade de ter a filha por perto (às vezes essa é a parte em que o orgulho entra na conversa e não deixa o coração falar). Não teria sido mais fácil a filha responder: “Mãe, eu também amo você, quero ouvi-la e preciso ser ouvida e respeitada em algumas decisões”. E, com calma, admitisse que exagerava nos gastos, andava preocupada com o namoro, etc? Vale citar a carta aos Colossenses 3,20-21: “Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis vossos filhos, para que eles não desanimem”. 

“Isso, minha mãe precisa ler esse artigo” – pode alguém dizer. Eu, porém, afirmo que ninguém é dono da verdade. No entanto, a experiência de vida de nossas mães está, com certeza, além da nossa. Os sofrimentos também (porque sofrem por elas e por nós). Portanto, façamos deste mês (dia) um tempo favorável para manifestar, mais e melhor, nosso carinho por nossas mães e nossa família (que também é única), para deixar o amor vencer o orgulho e dar lugar à gratidão, à reconciliação, ao perdão e à paz. E que isso se estenda pelo dia-a-dia. Deus abençoe as mães – as intercessoras no Céu e as lutadoras na terra – e as coloque sob a proteção da Mãe de Jesus e nossa! Volto a dizer: “Mãe é uma só! Graças a Deus!” (e esse “graças a Deus” é de gratidão e não de alívio), mas acrescento: “Imagine se não existisse!”.



Pe. José Fernandes de Oliveira, SCJ