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terça-feira, 19 de abril de 2016

Câmara dos Deputados do Brasil aprova o processo de impeachment de Dilma Rousseff

 
Levados pela inércia de uma classe política envolvida em muitos escândalos de corrupção os últimos anos do Brasil foram marcados por grandes manifestações pacíficas – lideradas por movimentos de rua, apartidários –  que levaram milhões e milhões de brasileiros a pedir a retirada da atual presidente da república, Dilma Rousseff, e do seu partido, o PT, do poder.

Associados aos governos mais socialistas da América Latina, como Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, o Partido dos Trabalhadores, que fundou em 1990 o Foro de São Paulo, cujos fundadores foram Luis Inácio Lula da Silva e Fidel Castro, encontra-se em um momento de queda brusca da sua popularidade.

O crime principal do qual se acusa a chefe de governo do Brasil, nesse processo de impedimento, foi o de esconder da nação uma dívida de mais de 60 bilhões de reais, realizar gastos sem a aprovação da Câmara, e levar à ruína a economia do Brasil, assim, induzindo o povo a votar nela nas últimas eleições de 2014.

A situação do Brasil é caótica: mergulhado no caos econômico, com mais de 10 milhões de desempregados, além de uma crescente violência urbana, com mais de 70 mil assassinatos por ano, péssima educação, saúde precária…

Mas, com tudo isso, o brasileiro foi às ruas no domingo, vestidos com as cores da bandeira nacional (verde e amarelo), cantando e falando palavras de ordem, aplaudindo as forças policiais, e em perfeita harmonia – na grande maioria das cidades – com o fim de acompanhar a votação dos deputados.

Em Brasília, capital do país, o governador da cidade ordenou a colocação de um forte esquema de segurança a fim de evitar o confronto entre os grupos pró e contra o governo. Um muro dividiu o gramado em frente ao planalto. Muro que ficou só decorativo porque em todo o evento abundou um espírito de paz, alegria, e muita festa. Até crianças e idosos participaram em meio aos grupos pró-impeachment, que foi, sem dúvida o que mais reuniu cidadãos brasileiros.

Já os grupos pró-governo – minoria na maioria dos lugares, segundo a imprensa local – vestiam camisas vermelhas e carregavam bandeiras do Partido dos Trabalhadores.

Agora o processo foi entregue ao Senado Federal que formará uma comissão e votará o impedimento. Estima-se que até o dia 10 de maio aconteça tal votação. Sendo aprovado no Senado a presidente da república, Dilma Roussef, será afastada do cargo pelo prazo de 180 dias e o vice-presidente assume o governo com uma nova equipe. Antes do final desses 180 dias o Senado, dirigido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal fará uma nova votação definitiva para o afastamento da presidente.

A CNBB publicou uma nota na semana passada, na qual os bispos destacaram – apesar de permanecerem em uma posição neutra com relação ao impeachment – “Escândalos de corrupção sem precedentes na história do Brasil”, com “impacto devastador”.
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ZENIT