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sábado, 9 de abril de 2016

Bispo de Maringá diz que documento da CNBB não contempla a palavra corrupção. “É uma falha tremenda”.

No seu programa habitual, chamado Romaria, com conexão direta “Vaticano – Aparecida”, a Rádio Vaticano entrevistou quinta, 7 de abril, o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, que participa da 54ª Assembleia Geral dos bispos do Brasil.

 
O Arcebispo de Maringá expressou uma crítica contra o documento sobre a “conjuntura nacional” apresentado na abertura da Assembleia.

Segundo Dom Anuar, apesar de bem elaborado e compilado, em nenhum momento, o texto contemplou a palavra corrupção.

Ao citar o livro do Papa “O nome de Deus é misericórdia”, em que Francisco diferencia corruptos de pecadores – assim como também havia refletido na Casa Santa Marta – o arcebispo disse que vai lutar para que o documento conclusivo dos bispos ao final da Assembleia sobre a conjuntura nacional considere esta distinção, porque a “corrupção está sangrando o Brasil”.

“Eu penso que este discurso do Papa, fazendo esta distinção entre pecador, sim, corrupto, não, deveria aparecer na mensagem final da CNBB”, afirmou Dom Anuar e acrescentou: “Vou lutar por isso, para que, ao menos, apareça isso”.

Segundo o arcebispo “uma das falhas na apresentação da conjuntura nacional do Brasil, que foi muito bem feita, realmente uma análise profunda, foi que, porém, nenhuma vez nesta análise apareceu a palavra corrupção. Isso é muito sério. Falar de uma conjuntura nacional sem apontar a corrupção é uma falha tremenda”, disparou o prelado. “É o que está sangrando hoje o Brasil. De todos os mais de 60 políticos que já foram presos, foram todos por causa de roubo, realmente roubo”, disse.
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ZENIT