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sexta-feira, 11 de março de 2016

Cerca de duas mil pessoas acompanham sepultamento de Frei Antônio Moser


A missa de corpo presente e o cortejo de Frei Antônio Moser, 75 anos, foi acompanhado por mais de duas mil pessoas, que ao longo do caminho, da Catedral de Petrópolis ao Cemitério Municipal de Petrópolis, não escondiam a emoção e carinho pelo frade, que entre muitos trabalhos dedicava-se a defesa do ensinamento de Cristo.

Frei Antônio Moser morreu na manhã de quarta-feira, vítima de assalto na Estrada Washington Luís, que se dirigia para o aeroporto onde pegaria um avião para São Paulo, quando gravaria sua participação num programa da Tv Canção Nova.

A missa de corpo presente, celebrada por cinco bispos, na Catedral de Petrópolis, foi presidida pelo bispo franciscano da Diocese de Santa Amaro, Dom Fernando Antônio Figueiredo. Entre os bispos presentes na missa estava Dom Gregório Paixão, OSB, Bispo de Petrópolis. Ele falou sobre o legado deixado por Frei Moser, seja na área social como na educação e em diversos trabalhos que desenvolvia, como a direção da Editora Vozes. “É uma grande perda para Igreja e para cidade. Era um homem de profunda fé e por isso cuidava com zelo dos mais pobres”.

Dom Fernando Figueiredo iniciou sua homilia lembrando que Frei Moser era incansável e chegou a brincar dizendo que “ele era apressadinho”, o que fez com que todos rissem, apesar da tristeza pela morte do amigo. “Ele era um amigo sincero. Com sua morte ele assumiu a vida eterna e pela esperança temos a certeza do encontro com este irmão amoroso, carinhoso e cheio de fé”, disse.

Durante a homilia, um dos momentos de emoção, foi quando Dom Fernando ao se aproximar do caixão onde estava o corpo de Frei Moser, agradeceu pela sua amizade. Ao final, o bispo franciscano pediu uma salva de palmas em homenagem ao frei e emocionado encerrou sua homilia.

Ao final da missa, o Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel disse que os frades e toda família franciscana estava muito triste pela perda de Frei Moser. Frei Fidêncio, assim como outros frades, não escondeu as lágrimas e emoção ao falar de Frei Moser. “Confesso que nós estamos muito tristes, que nós frades necessitamos de um tempo de silêncio para nessa hora discernir a vontade de Deus. Precisamos do silêncio para entender porque tamanha brutalidade”, comentou o Ministro Provincial. 

Frei Fidêncio conduziu as exéquias tendo ao seu lado todos os frades da Ordem dos Frades Menores. Após esta oração, o caixão com o corpo de Frei Moser foi levado pelos frades para fora da Catedral de Petrópolis e, por sugestão de Dom Gregório Paixão, não foi colocado no carro do Corpo de Bombeiros, mas levado pelos fiéis, amigos e frades pelas ruas de Petrópolis.

O cortejo seguiu pela Avenida Koeler, passando pela Avenida Roberto Silveira, seguindo para Rua Sete de Abril e Montecaseros até o mausoléu dos franciscanos, onde aconteceu uma breve cerimônia, própria dos franciscanos para o sepultamento de um frade.

Ao longo do cortejo eram muitos comentários e todos lembravam do funeral de Frei Memória e Pastor Edelto, que teve a presença de muitas pessoas, com manifestações inclusive no comércio com portas pela metade. Outra comparação foi com o velório Padre Quinha, pois assim como ele, no velório e sepultamento de Frei Moser pessoas de todos as classes sociais e religiões estiverem presente em homenagem ao homem que era ligado a cultura, artes e movimentos sociais, mas acima de tudo um sacerdote entregue a vontade de Deus.
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Diocese de Petrópolis