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segunda-feira, 7 de março de 2016

A tragédia de mãe e filho que, sem saberem das suas identidades, se casaram e tiveram outros filhos


A sacralidade da família, que chega à plenitude no cristianismo, não pode ser negada nem mesmo pela sociedade pagã.

O filósofo Aristóteles a considerou o mais perfeito exemplo de tragédia grega. O psicanalista Freud a usou como imagem de uma das mais influentes definições da psicanálise clássica, o complexo de Édipo. Michel Foucault a estudou para analisar nas suas linhas e entrelinhas as práticas judiciárias da Grécia Antiga.

Estamos falando de “Édipo Rei“, um dos máximos clássicos da literatura grega – e universal – de todos os tempos. A peça de teatro tem quase 2.500 anos: foi escrita por Sófocles em 427 a.C. e é a primeira de uma série de tragédias que inclui “Antígona” e “Édipo em Colono”.

Em “Édipo Rei”, Sófocles conta a história de uma profecia segundo a qual o pequeno Édipo, quando crescer, vai matar seu pai, o rei Laio, e se casar com a própria mãe, a rainha Jocasta. A família procura driblar o destino e Édipo acaba sendo criado longe, por pais adotivos, desconhecendo a própria origem. Mas o destino, quase uma entidade autônoma na visão de mundo da Grécia Antiga, não se deixa ludibriar. 

A história chocante do filho e da mãe que, sem saberem da identidade um do outro, se casam e têm filhos é especialmente reveladora quando a consideramos a partir do olhar cristão: nela já se vislumbra com clareza, mesmo em uma sociedade pagã, o conceito natural de família e da sua sacralidade, que o cristianismo iria elevar depois a toda a sua plenitude. Maternidade, paternidade, filiação, adoção, casamento e sexualidade humana envolvem conceitos que ultrapassam os meros contextos culturais e sociológicos, implicando em sua natureza valores humanos universais que não podem ser ignorados nem reduzidos.

A leitura e o estudo crítico dos clássicos da literatura universal fazem parte da longa e riquíssima tradição cristã, que fomenta a formação do homem integral. Não se trata apenas de erudição: trata-se de conhecer o tesouro cultural perene da humanidade para conhecer melhor quem somos e quem podemos tornar-nos a partir da graça de Cristo, o Verbo que, chegada a plenitude dos tempos, se fez carne e habitou entre nós.

“Édipo Rei” é de domínio público e você pode baixar a versão digital no seguinte link: ÉDIPO REI
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