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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Rebeldes do ERS se detêm em nome do Papa, na República Centro-Africana


Até os rebeldes do ERS, ouvindo o nome do Papa Francisco, pararam. Quando um seminarista da paróquia de Santo André disse aos guerrilheiros ugandenses que seu carro e o computador eram um presente do Papa, não os tocaram”, disse à Agência Fides Dom Juan José Aguirre Muñoz, Bispo de Bangassou, território da paróquia de Santo André de Bakouma, sudeste da República Centro-africana. Em 21 de janeiro a paróquia foi atacada por um grupo de rebeldes do ERS (Exército de Resistência do Senhor), uma formação de origem ugandense que durante anos espalha o terror na região da República Centro-africana.

“Os agressores eram cerca de vinte, em maioria ugandenses, e falavam em swahili e inglês; por isso, precisavam de um intérprete. Agrediram o seminarista e as irmãs de uma ordem mexicana que trabalham lá”, disse o bispo espanhol Fides. O bispo acrescentou que o grupo esteve “nas salas da paróquia e na casa das religiosas durante 2 ou três horas, e foram embora sem saquear a aldeia. Levaram o rádio, dinheiro, alimentos, medicamentos e até roupas intimas, destruíram portas e móveis. Enviei marceneiros para refazer portas e janelas”.

Como recordou, em Bakouma “não há militares da MINUSCA (Missão ONU na República Centro-africana) nem das forças especiais ugandenses e estadunidenses enviadas para expulsar o ERS”. Dom Aguirre explicou que “a MINUSCA enviou uma missão para indagar sobre o episódio, e também os estadunidenses que se encontram em Obo enviaram uma patrulha em helicóptero. Tivemos a impressão que seja os militares ugandenses como os estadunidenses sabiam que nossa paróquia seria atacada”, diz Dom Aguirre, que conclui: “em todo caso, a vida da paróquia continua, as irmãs permaneceram no local, como alicerces de bronze da fé e da missão”. 

O Papa visitou a República Centro-africana nos dias 29 e 30 de novembro de 2015 na última etapa de uma viagem que também o levou para o Quênia e Uganda. A viagem a este país, periferia africana, foi marcada pela abertura da Porta Santa da Catedral de Bangui, antecipando o Ano Jubilar da Misericórdia.

Antes do rito de abertura, o Santo Padre Francisco disse, provocando grande comoção, que Bangui tornava-se a capital espiritual do mundo. E destacou que o Ano Santo da Misericórdia chegava àquela terra com antecedência, “uma terra que sofre há anos pela guerra, pelo ódio, pela incompreensão, pela falta de paz. Nesta terra sofredora estão também todos os países do mundo que passam pela cruz de guerra”. Bangui insistiu Francisco, torna-se a capital espiritual da oração pela misericórdia do Pai. Todos pedimos paz, misericórdia, reconciliação, perdão, o amor. Por Bangui, por toda a República Centro-africana e por todos os países do mundo que sofrem pela guerra, pedimos paz.
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ZENIT