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domingo, 24 de janeiro de 2016

Como acontecerá a ressurreição da carne?


A realidade de quem vive no céu é totalmente diferente da nossa, primeiro porque o conceito de vida eterna é um conceito de a-temporalidade, algo que nossos sentidos não captam, segundo porque no céu estão as almas dos justos, dos que contemplam Deus face a face.

O tema da escatologia está ligado ao juizo final onde as almas dos justos serão reunidas aos seus corpos e isto confessamos no Credo Apostólico como ressurreição da carne, nós seremos reunidos de novo, não ao nosso velho corpo abrigo da nossa alma , mas no que S.Paulo chama de "corpo glorioso" :

«Nós porém somos cidadãos do Céu e de lá esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo miserável, tornando-o conforme ao Seu corpo glorioso com o mesmo poder que Lhe permite sujeitar ao Seu domínio todas as coisas» (Fl 3, 20-21).

Note bem que Paulo fala " e de lá esperamos o Salvador ", de lá do céu.

Este corpo glorioso será nossa finalidade, nossa associação com Deus , nosso galardão, São Paulo continua:

"E se o espírito d’Aquele que ressuscitou a Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos, há de dar igualmente a vida aos vossos corpos mortais por meio do Seu Espírito, que habita em vós" (Rm 8, 11).

Portanto se já somos templo do Espírito Santo por meio deste mesmo Espírito nossa realidade material será transformada .

"Assim, em Cristo «todos ressuscitarão com os corpos de que agora estão revestidos» (Concílio Lateranense IV: DS 801), mas este nosso corpo será transfigurado em corpo glorioso (cf. Fl 3, 21), em «corpo espiritual» (1 Cor 15, 44). Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, àqueles que lhe perguntam: «Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo voltam eles?», responde servindo-se da imagem da semente que morre para se abrir à nova vida: «O que semeias não torna vida, se primeiro não morrer. E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas sim um grão simples de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie (...). Assim também é a ressurreição: semeia-se na corrupção e ressuscita-se na incorrupção. Semeia-se na ignomínia e ressuscita-se na glória. Semeia-se na fraqueza, ressuscita-se na força. Semeia-se corpo natural e ressuscita-se corpo espiritual (...). É necessário que este corpo incorruptível se revista de incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista de imortalidade» (1 Cor 15, 36-37.42-44.52)." Conforme nos ensinou o papa João Paulo II.