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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Abrindo as portas à misericórdia


No próximo 08 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco iniciará o Jubileu da Misericórdia na Basílica de São Pedro, com o rito de abertura da Porta da Misericórdia. Esta data celebra também a conclusão do 21º Concilio Ecumênico, os 50 anos do Concilio Vaticano II.

Este jubileu que por primeira vez surge não a partir da celebração de uma efeméride cronológica da redenção, mas por iniciativa gratuita do Papa para que a Igreja contemplando o mistério da misericórdia que é fonte de alegria, serenidade e paz, sendo condição da nossa salvação, (MV. 2), torne mais forte e eficaz o testemunho dos fiéis. Recolhe por certo o olhar bondoso de São João XXIII, quando afirmava que a Igreja sempre deve preferir a medicina da misericórdia que a severidade da condenação.

O Papa Francisco pensou num caminho espiritual de conversão para viver e transparecer a compaixão, ternura e amor matricial do Pai assemelhando-nos a Ele, seguindo os passos do seu Filho o Rosto da Misericórdia. Jubileu para perseverar na oração, no jejum e na caridade, trabalhando em nosso coração a reconciliação e o perdão para anunciarmos a paz e a concórdia com todos/as.

Empenharmo-nos na prática da justiça superando a corrupção e a teia tentacular e mortífera do crime organizado. Fortalecer o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e a partilha e contato inter-cultural, promovendo a cultura do encontro e da solidariedade, levando esperança as periferias existenciais e geográficas. 

Viver e praticar as 14 obras de misericórdia na sua dimensão pessoal, eclesial e social gerando novas estruturas de inclusão e convivência centradas na acolhida, na valorização da dignidade e no bom viver.

Que neste ano a Igreja seja para todas as pessoas e criaturas um oceano de misericórdia, de compreensão e de fraternura, visibilizando e assinalando com gestos, atitudes e obras a Face esplendorosa da Misericórdia divina. Lembrando que a misericórdia para com os famintos, os pobres e os que sofrem é a chave do céu, (EG. 197), que sejamos misericordiosos como o Pai. Deus seja louvado!


Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

Bispo Diocesano de Campos (RJ)