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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Violência contra a mulher é inaceitável, mas contra o homem também


Quando se fala de violência doméstica, algumas pessoas podem pensar em golpes ou ações de brutalidade de um esposo contra a esposa ou vice-versa. No entanto, a violência física, os golpes e as feridas são somente uma parte do que é verdadeiramente a violência doméstica.

A violência doméstica pode ser definida como todo tipo de ação, atitude, uso da força física ou de palavras para controlar uma pessoa, dentro de uma relação afetiva. Há violência quando se ataca a integridade emocional ou espiritual de uma pessoa. Isso pode acontecer entre esposos, casais de namorados, pais a filhos, filhos a pais, e ser de cunho físico, emocional ou sexual.

Os bispos dos Estados Unidos definem o abuso como “qualquer tipo de comportamento utilizado por uma pessoa para controlar outra por meio do medo e da intimidação. Isso inclui o abuso emocional ou psicológico, os golpes e o ataque sexual”.

Violência física: é toda agressão corporal que uma pessoa faz a outra. Por exemplo: socos, chutes, feridas, beliscões, puxões de cabelo, mordidas, tapas etc.

Violência emocional: é toda ação, atitude ou palavra que humilha, rebaixa ou machuca as emoções ou a autoestima de uma pessoa. Ao contrário da violência física, que geralmente envolve uma descarga agressiva sobre a vítima, a violência emocional não necessariamente requer ações violentas. Uma pessoa pode humilhar outra, rebaixá-la e fazer que ela se sinta mal com palavras, ações ou atitudes suaves, de duplo sentido, sarcásticas e até que pareçam carinhosas. Algumas formas de violência emocional são: 

1. Abuso verbal: ridicularização, desprezos e insultos como estratégia consciente ou inconsciente para rebaixar a autoestima da vítima.

2. Isolamento: negar a palavra a uma pessoa, ignorá-la; não levá-la em consideração em nenhum momento.

3. Intimidação e ameaças: ameaças de morte se a pessoa contar, ameaçar tirar os filhos dela, bater nela etc.

4. Colocar a culpa na vítima: o abusador coloca na vítima a culpa pelo seu mau caráter, seus impulsos violentos, seus problemas, suas desilusões, seus fracassos e até dos golpes e abusos que recebe.

5. Abuso econômico: em muitos casos, a vítima não trabalha e, quando o faz, precisa entregar seu salário ao abusador, que controla tudo o relacionado ao dinheiro no lar. Ele (ou ela) toma todas as decisões sem prestar contas com o cônjuge sobre o uso que faz do dinheiro.

6. Utilização dos filhos: usar os filhos para fazer que a outra pessoa se sinta culpada. Convencer os filhos de que seu cônjuge está mal, colocando-os contra ele. Isso faz o cônjuge se sentir culpado e responsável pela criação e educação dos filhos. Se os filhos se comportam mal, a culpa é do cônjuge, por exemplo.

Violência sexual: sempre que um dos cônjuges, sem o consentimento do outro, demanda e obriga seu parceiro a fazer sexo, está exercendo violência contra ele. Inclui-se aqui todo tipo de práticas sexuais que um dos dois pode impor ao outro à força, por exemplo: imposição do uso de anticoncepcionais, abortos, menosprezo sexual e inclusive a tolerância da infidelidade.

A violência no lar viola a mensagem de Jesus

Como recordam os bispos, “a violência de qualquer pessoa é contrária à mensagem do Evangelho de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amei’. São Paulo nos diz igualmente que somos templos do Espírito Santo e que o que fizermos ao nosso corpo ou ao corpo de outra pessoa estaremos fazendo também ao templo de Deus (cf. 1 Cor 3, 16)”.

Por isso, “a violência de qualquer tipo – física, sexual, psicológica, verbal – é pecaminosa; muitas vezes, é também um crime”. Nos EUA, tal crime é punido com a prisão.

A agressão doméstica viola a dignidade da pessoa: “A dignidade de uma mulher é destruída de maneira particularmente cruel e atroz quando ela é atacada violentamente”. E, ainda que as estatísticas digam que 85% a 90% da violência física se dê de homens contra mulheres, há também uma porcentagem que se dá de mulheres contra homens.

A violência no casamento viola também os votos matrimoniais que o casal faz no dia do casamento, já que naquela celebração cada um prometeu fidelidade, amor e respeito ao seu cônjuge.

Cada vez que há agressões e abusos entre esposos, há incongruência e infidelidade com relação à aliança matrimonial que o casal fez diante de um sacerdote ou diácono, diante da comunidade e de Deus.
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