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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Silenciar a Igreja sobre o casamento: Arcebispo australiano sob ameaça


Explicar os ensinamentos da Igreja Católica sobre o casamento é uma ação que agora corre o risco de ser categorizada como contra a legislação Anti-Discriminação.

Esta é a experiência do arcebispo Julian Porteous. Hobart, capital do estado australiano da Tasmânia, foi um dos lugares onde a Igreja distribuiu um panfleto intitulado "Não brinque com o Casamento", produzido pela Conferência Episcopal Australiana. O panfleto apresenta o ensinamento tradicional sobre o casamento.

Dom Porteous foi acusado pelo candidato político Martine Delaney de violar a Lei Anti-Discriminação da Tasmânia fazendo circular o panfleto aos pais dos alunos de escolas católicas.

O comissário Anti-Discriminação Robin Banks disse que o assunto deve ser levado em consideração e que a conciliação era "improvável" para resolver o problema, porque "levanta questões de importância pública", relatou um jornal australiano dia 13 de novembro.

Posteriormente, Delaney pediu uma conciliação sobre o assunto. Além disso, em um comunicado divulgado esta semana Delaney disse: "Apoio incondicionalmente o direito da Igreja Católica de se opor a igualdade no casamento, e tem por direito expressar sua oposição".

A alternativa a um processo de conciliação é uma investigação, que pode durar vários meses, envolvendo observações por escrito e declarações.

O Arcebispo Porteous disse que seu objetivo na distribuição do folheto na Tasmânia era ajudar a comunidade católica a compreender a doutrina da Igreja Católica, “num período em que o debate [sobre o casamento] foi propagado dentro da comunidade”.

"Nunca foi a intenção do documento ou a minha causar de alguma forma desconforto para as pessoas", disse ele em um comunicado divulgado pela Arquidiocese de Hobart. 

O movimento para a conciliação segue fortes protestos contra a ação inicial feita por Delaney. Dom Anthony Fisher de Sydney disse que a tentativa de silenciar a Igreja sobre a questão do casamento foi "surpreendente e verdadeiramente alarmante", em comunicado divulgado dia 13 de novembro.

"Leitores imparciais da declaração dos bispos sobre o casamento consideram que foi uma declaração cuidadosamente redigida e, na verdade compassiva, não foi concebida para provocar ou machucar ninguém. A campanha que tem seguido a publicação sugere que algumas pessoas simplesmente não toleram as crenças cristãs, realizadas por qualquer pessoa, faladas por qualquer pessoa, influenciando alguém", explicou o Arcebispo Fisher.

O Australian Christian Lobby também defendeu o Arcebispo Porteous. "Tendo alcançado a igualdade completa dos casais ​​há alguns anos, ativistas políticos do mesmo sexo em sua busca para reivindicar a palavra "casamento" querem punir legalmente qualquer um que expresse uma opinião diferente", disse Lyle Shelton, diretor do Lobby.
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ZENIT