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domingo, 22 de novembro de 2015

Quais pecados poderão ser perdoados pelos ‘missionários da misericórdia’?


Por que um jubileu da Misericórdia? Simplesmente porque a Igreja neste momento de grandes mudanças históricas, é chamada a oferecer sinais mais intensos da presença e proximidade de Deus. Assim, explicou o Santo Padre Francisco em sua homilia no dia em que foi apresentado a Bula do Ano da Misericórdia, que terá início em 08 de dezembro de 2015.

Foram divulgados alguns detalhes - calendário, encontros, presença nas redes sociais – deste ano que será tão importante para a Igreja. Um dos gestos concretos desejado pelo Santo Padre é enviar ‘missionários da misericórdia' a quem o Papa dará a autoridade para também perdoar pecados reservados à Sé Apostólica.

Mas quais são esses pecados? Quais as condições para ser perdoado? Por que são reservados à Sé Apostólica? Para responder a essas perguntas, ZENIT conversou com o professor Davide Cito, da Faculdade de Direito Canônico na Universidade da Santa Cruz em Roma.

Quando falamos sobre o perdão dos pecados que são reservados para a Sé Apostólica queremos dizer, referindo-se a terminologia em uso no Código de 1917 a "pecados que envolvem a pena de excomunhão automática cuja remissão é reservada à Sé Apostólica, e, portanto, precisam ser submetidos ao julgamento da Penitenciaria Apostólica para ser absolvido". 

Ele explicou que entre esses pecados estão, por exemplo, a profanação das espécies eucarísticas; também o pecado do aborto – acrescenta- implica excomunhão, mas não está reservada à Sé Apostólica, e sim ao bispo ou a seu delegado.

Sobre as "condições" para absolver estes pecados são as mesmas necessárias para pedir a absolvição de outros pecados, ou seja, "o arrependimento e o desejo de recomeçar na vida cristã", diz o professor Cito. A propósito da penitência para esses pecados, ele explicou que depende das condições do penitente e da situação em que esses pecados foram cometidos. "Não está previsto uma penitência especial, mas certamente deve manifestar um sincero desejo de retomar o caminho cristão".

O gesto do Santo Padre, de autorizar estes "missionários da misericórdia" a perdoar esses pecados, ao Padre Cito parece ser um gesto que coloca em prática o que Francisco afirma no ítem 3 da Evangelii gaudium: ‘Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia’. Para concluir, ele explicou que "é uma maneira de tocar com as próprias mãos a proximidade da misericórdia de Deus, apesar da gravidade do pecado. E Deus, vem ao encontro mais uma vez”. 
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ZENIT