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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Os homossexuais após o Sínodo


Na Igreja, ultimamente, tem-se prestado muita atenção à homossexualidade. Tudo começou com a famosa frase proferida pelo papa Francisco a bordo do voo que o levou do Rio de Janeiro a Roma, em 2013: “Quem sou eu para julgar a consciência de um gay?” O carinho e o respeito de sua santidade para com essa parcela de irmãos homossexuais manifesta-se sempre. Sem embargo, em nenhum instante o bispo de Roma relevou uma vírgula sequer da moral cristã, que exproba os chamados “atos homossexuais” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2357). Mas, a grande característica do sumo pontífice reinante consiste em aproximar-se dos dramas humanos, sem medo, sem preocupação com o que vão dizer. Afinal de contas, ele é o vigário de Cristo, do salvador que veio ao mundo para trazer vida abunda nte (Jo 10,10).

A Relatio Synodi, publicada no dia 24 de outubro de 2015, reitera a doutrina de que “não existe nenhum fundamento para uma analogia, nem mesmo remota, entre a união homossexual e o designío de Deus sobre o matrimônio e a família” (n. 76), porém, frisa a obrigação de se acolher o homossexual com todo respeito e alude à premência de se prover uma atenção específica, bem como um acompanhamento dessas situações (idem).

Espera-se que o santo padre, dentro em breve, divulgue uma exortação apostólica pós-sinodal, roborando e explicitando as temáticas agitadas no sínodo de 2015, inclusive a questão da solicitude pastoral para com os homossexuais. 

As dioceses, à luz da Relatio Synodi e, ulteriormente, com base na exortação pontifícia, decerto criarão mecanismos pastorais de acolhida. Uma pastoral dos homossexuais? Um vicariato para as pessoas com tendência homossexual, já que o  documento em exame discorre acerca da formação dos fiéis, leigos e clérigos, que atuarão na acolhida dos homossexuais? É difícil dizê-lo por enquanto. Todavia, será mister  traduzir em mediações sociológicas o desvelo da Igreja de Cristo pelos homossexuais. Ocorrerá, com certeza, uma abordagem carinhosa, respeitosa, contudo, tendente à conversão, isto é, à vivência dos ditames éticos cristãos, um dever tanto de homossexuais quanto de heterossexuais.
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ZENIT