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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Abaixo-assinado quer evitar retirada da alimentação da pequena Andrea


Os Advogados Cristãos começaram a recolher assinaturas para pedir ao chefe de serviço de pediatria do Hospital de Santiago de Compostela que “não termine com a vida da pequena Andrea”, a menina de 12 anos que sofre uma doença degenerativa e cujo caso emociona a Espanha.

Andrea sofre de uma grave doença degenerativa e se alimenta através de uma sonda direta ao seu estômago (gastrostomia). Entretanto, seus pais pediram recentemente que lhe retirem a alimentação, deixando-lhe somente “uma mínima hidratação”, para que através desta morte “não seja prolongado seu sofrimento”.

A presidente da associação de Advogados Cristãos, Polônia Castellanos, explicou ao Grupo ACI que a “gastrostomia é um procedimento ordinário e bastante comum, é realizado em muitas pessoas maiores e por meio desta podem viver durante muitos anos”.

Entretanto, os juízes aceitaram retirar a sonda que alimenta diretamente o estômago da menina e, desta forma, ela morreria de fome e de sede.

Em seguida, a presidente de Advogados Cristãos explicou que este tipo de alimentação artificial “não é um esforço desmesurado, mas um procedimento realizado com certa frequência. Eu acho que uma morte digna não significa, como dizem os pais, acabar com a vida da menina matando-a de fome e de sede, tirando-lhe a alimentação artificial”, assinalou.

Castellanos assegurou ainda que compreende o cansaço físico e psicológico da família ante esta doença tão grave e prolongada de sua filha, mas explicou ao grupo ACI que “existem outras alternativas, como por exemplo, ceder a tutela da menor”.

“Isto é algo que acontece todos os dias. Cedem as tutelas de menores a entidades, Comunidades Autônomas ou ONGs, porque os pais não podem, seja porque têm uma grave doença, por temas econômicos ou por outras mil razões”, assegurou, “mas acabar com a vida de uma menor, não é a única opção”.

Nesse sentido, a advogada recordou que tanto os médicos quanto a ministra da saúde estavam a favor de continuar alimentando a menina, inclusive alegaram que viram uma certa melhora, pois Andrea não necessitava respiração artificial e apenas lhe davam ocasionalmente alguns medicamentos para a dor.

A advogada assinalou que a menina não precisa de “esforços extraordinários para continuar vivendo”, por isso, “compreendo que os médicos foram pressionados para que, através deste caso, que pode ser considerado emblemático, abra-se um caminho para a legalização da prática da eutanásia”.

Castellanos também adverte do perigo de que através deste caso possam criar uma espécie de ‘passe livre’ para acabar com a vida daquelas pessoas que utilizam a alimentação artificial.

“A eutanásia é um negócio, igual ao aborto. Na Suíça, praticar a eutanásia pode custar até 10 mil euros. Há muitos interesses, move-se muito dinheiro”, declarou.
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ACI Digital