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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pedagogia Litúrgica para o mês de Setembro de 2015



Esperança e discipulado 

Neste mês que a Igreja do Brasil dedica um olhar especial para a Sagrada Escritura, considerando setembro como sendo o “Mês da Bíblia”, a Palavra presente nas celebrações nos convoca a uma renovação total de nossas vidas.

Profecia da esperança e discipulado

O ponto de partida é o reconhecimento que “ele (Jesus) tem feito bem todas as coisas” (23DTC-B). Um reconhecimento que se transforma em profecia de esperança em favor da vida machucada, especialmente a vida dos mais pobres de nossa sociedade, neste tempo de crise. Um tempo para renovar a fé, com alegria e com confiança, pois o agir de Jesus, revitalizando a vida incapaz de se comunicar volta a acontecer entre nós. O início das celebrações, neste mês, portanto, celebra a força da esperança e professa que a força da vida é mais forte que as ameaças da morte (23DTC-B).

É interessante perceber como a decisão de se colocar a serviço do projeto divino atrai a agressividade social. Isto acontece porque existe uma espécie de aversão contra o projeto divino em nosso meio. Diante de tal fato, é necessário uma decisão, porque quem não for capaz de tomar a Cruz não terá condições de ser discípulo e discípula de Jesus (24DTC-B). A condição para que o discipulado aconteça na vida de uma pessoa resume-se na aceitação da Cruz de Jesus. Cruz como sinal da aceitação do projeto divino, que por ela passa e, como sinal das adversidades que todo discípulo e discípula precisam assumir ao ingressar no caminho do discipulado. 

Conseqüências do discipulado

Depois de Jesus propor, com a cura do surdo-mudo a necessidade de se libertar de formas comunicativas que nos ensurdecem para a fraternidade (23DTC-B), e convidar para seu seguimento, no caminho do discipulado (24DTC-B), a Liturgia traz  algumas conseqüências do discipulado que livremente se comunica e livremente enfrenta as adversidades. A primeira delas consiste na necessidade de mudar a mentalidade, para se tornar simples e fraterno como as crianças (25DTC-B). E, neste movimento de conversão, é que nos deparamos com um fato: o estilo de vida do justo sempre incomoda o ímpio, aqueles que vivem distantes de Deus. Um incômodo transformado em agressão contra o justo por ele depositar em Deus a proteção de sua vida. Diante de tais fatos, a proposta é reagir com simplicidade, com fé e com a coragem dos que confiam em Deus

Como viver, então, de modo justo numa sociedade agressiva? Eis uma segunda conseqüência: cultivando a paz interior, dedicando-se ao serviço na fraternidade e vivenciando a simplicidade das crianças (25DTC-B). É com tais características que nos tornamos discípulos e missionários do Evangelho. Isto vem ao encontro do desejo de Moisés que cada membro do povo tivesse em si o Espírito Santo. Isto é, vivesse movido pelo Espírito divino (26DTC-B). Com isso, concluímos as celebrações deste mês com um projeto de vida bem cristão, que pode ser resumido no seguinte pensamento: pelo Batismo recebemos o dom da profecia e a missão de testemunhar a vontade divina através da vida cotidiana como discípulos e missionários do Evangelho.

Concluindo

Setembro, “Mês da Bíblia”, é uma oportunidade para ajudar nossos celebrantes a tomarem consciência de que o projeto divino acontece no mundo, por meio da Igreja, dos pastores que estão à sua frente e de todos os que se fazem discípulos e discípulas do Senhor por se deixarem conduzir pelo Espírito Santo de Deus. Em conseqüência, podemos dizer que o melhor modo de celebrar o “Mês da Bíblia” é acolhendo a Palavra de Deus com o propósito de nos fazer discípulos e discípulas de Jesus Cristo, nosso Mestre.


Serginho Valle
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