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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Página "Eu apoio o uso da batina", no facebook, não cumpre premiação de concurso


No mês de maio a página do Facebook “Eu apoio o uso da batina”, cujo dono, até então, era um rapaz que se dizia seminarista, chamado Erick Alves (que segundo informações dele mesmo, pertence à
Página não cumpriu
promessa de campanha.
Arquidiocese de Boston, EUA), promoveu um concurso para quem fizesse uma frase que incentivasse o uso da batina. O criador da frase que recebesse mais curtidas na página seria o vencedor e ganharia uma batina.

O padre João Dias Rezende, da Arquidiocese de São Luís, foi o ganhador da frase que recebeu 450 curtidas, no mesmo dia de sua publicação.

A página, como se pode ver nos prints, entrou em contato com o felizardo lhe parabenizando e inclusive solicitando as medidas para que a batina pudesse ser feita.

Em uma das mensagens inbox, ao solicitar informações quanto ao envio da batina, o administrador da página disse ao sacerdote:

“Deve levar de 45 a 60 dias" Ainda não se passaram nem 30 dias... Assim que estiver pronto lhe informaremos. Fique com Deus!”.

Porém, até hoje o sacerdote não recebeu o prêmio prometido. E após inúmeros pedidos de resposta sem sucesso, o padre resolveu denunciar a falcatrua às pessoas que o ajudaram a ganhar o concurso em seu perfil do facebook:



Após convocar os amigos de sua rede social a denunciarem a página, o criador da página entrou em contato com o sacerdote no dia 10 de setembro pedindo-lhe desculpas pelo ocorrido e afirmando que o seminarista Erick não é mais administrador da página “há dois meses”, que o mesmo “deixou [todos] os administradores nesta situação”, e que durante toda esta campanha [da batina] ele [o criador da página] não teve participação alguma. Disse também que trocou todos os administradores da página e, em seguida, pediu ao padre mais tempo para que resolvesse a situação.


O padre João Dias deixou claro ao criador da página que independente de quem fez o concurso, quem administra a página é responsável por ela. Perguntado pelo nome do novo administrador, o criador da página recusou-se a dizer o nome. Então o sacerdote deu um prazo de um mês para que a página cumprisse a responsabilidade que livremente se dispôs a fazer.




Nos prints é possível observar nas entrelinhas que o prêmio não será entregue, além do mais, posteriormente, o criador da página se apresentou como Christhian P. Gurgel e entrando em contradições, em alguns momentos, dizia que ia entregar o prêmio, em outras, que não tinha condições de dar o prêmio, etc. 

Mais tarde os administradores da página fizeram uma nota de esclarecimento pedindo desculpas, porém, "justificando" os equívocos. Ora, a nota por si só é um equívoco, uma tentativa de vitimismo que, por incrível que pareça, convenceu alguns, inclusive a uma página cujo título por si mesmo imoral e incoerente se chama "Acaba CNBB". 



Analisando a nota, é necessário fazer algumas considerações que vão desde o título "Compreender para ser compreendido", uma vez que essa frase deve ser direcionada aos atuais administradores da página, e não ao sacerdote. A campanha lançada pela página (e não pelo seminarista Erick), independente de quem estava por trás da mesma, era para dar uma "nova batina" e não uma "batina usada", do contrário, o concurso deveria indicar uma batina com as medidas já prontas; tanto é verdade que nos prints acima, em conversa inbox, a página solicita as medidas da batina e mesmo após o padre a transmitir aos administradores, estes ainda lhe garantem a entrega. Ora, se as medidas não eram as mesmas, o sacerdote deveria logo ser informado do tamanho disponível e exato da batina. Sem falar no que se seguiu com as discussões inbox e má intenção dos administradores de ferir a integridade do sacerdote em postagens públicas da página.


Como se pode ver, o padre João Dias, decepcionado com o desenrolar da história, informou à página que não faz mais questão da batina prometida e também que não guarda rancor dos atuais administradores da mesma. Disse também que tem rezado por eles e já pediu aos mesmos que não prometam mais coisas que não podem cumprir.

As Escrituras são claras:

Quanto fizeres algum voto ou promessa, cumpre-os sem demora, pois somente os tolos desagradam a Deus. Cumpre, pois a tua palavra! Portanto, é melhor não prometer do que fazer um voto e não cumprir a palavra empenhada. Não permitas, pois, que tua boca te conduza ao pecado. E não digas ao sacerdote, ao mensageiro de Deus: “Cometi um engano! O que prometi em meu voto não foi bem o que eu queria dizer!” (Ecl 5,4-6d).


Prometer e cumprir é uma obrigação moral que alguém assume, em uma determinada situação. O ideal é sempre cumprir quando se promete algo para alguém, um grupo de pessoas, ou até para si mesmo. Você se torna mais digno de confiança, mostra o quanto você é uma pessoa determinada e como fixar metas e objetivos. É claro que, como tudo na vida, não se deve chegar ao extremismo. Pode haver momentos em que você prometeu, você fez grande esforço para cumprir sua promessa, mas não foi possível atingir a meta, cumprir o compromisso assumido. A situação se torna preocupante quando você vive fazendo promessas e não as cumpre, ou mesmo quando não assume suas responsabilidades e, reconhecendo a falha cometida, não vê meios de acordar com a parte prejudicada.

Esse triste episódio leva-nos a ter cuidado com pessoas que se dizem católicas e criam páginas referentes à Igreja, quando na verdade são impostores, usando táticas maliciosas para tirar proveitos, ainda que se trate de “curtidas”. 

“Não Mentir” é o 5º mandamento da Lei de Deus e a desonestidade, ainda mais neste caso leviano, eleva a gravidade do pecado cometido, ainda mais contra um sacerdote do Senhor. 

O que realmente entristece a Deus é quando o egoísmo, a cobiça e a mentira tomam conta do coração humano. Por isso, seja fiel no que prometer e aja com responsabilidade! Seja responsável, assuma suas responsabilidades e, antes de tudo, pense duas vezes antes de prometer algo.