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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os leigos podem ser exorcistas?


“Chamando seus doze discípulos, Jesus lhes deu poder sobre os espíritos imundos para expulsá-los e para curar toda enfermidade e toda doença” (Mt 10, 1).

Este texto nos ilumina para entender que corresponde somente aos bispos, sucessores dos apóstolos, exercer este ministério de expulsar os demônios. Mas os bispos podem delegar esta função a um sacerdote.

Portanto, segundo as normas canônicas, os exorcismos só podem ser realizados, exclusiva e legitimamente, por um sacerdote, quem deve exercer esse ministério com licença peculiar e expressa, seja de maneira estável, seja para um caso especial – licença concedida pelo Ordinário do lugar (por exemplo, o bispo).

Só o Ordinário do lugar é quem tem a autoridade ou a potestade de nomear os sacerdotes exorcistas (cânon 1172, 1). E não qualquer sacerdote. O padre exorcista deve reunir 4 condições: piedade, ciência, prudência e integridade de vida (cânon 1172, 2).

Os leigos única e exclusivamente podem estar presentes em um exorcismo, mas apenas para ajudar no que for necessário, incluindo obviamente a oração de libertação; mas eles nunca podem nem nunca devem fazer exorcismos.

Então, uma coisa é um exorcismo, e outra é fazer uma oração de libertação. Em algumas dioceses, sob a direção de um sacerdote, há leigos que foram preparados para o ministério da libertação (que não é o mesmo que exorcismo). A libertação é a oração para, como o nome indica, libertar da opressão do demônio, mas sem utilizar o ritual do exorcismo. 

Todo sacerdote, em virtude da sua ordenação, participa do sacerdócio ministerial de Cristo e tem com Ele a missão de libertar os fiéis de toda influência demoníaca, com a evangelização e a administração dos sacramentos. Por este motivo, todo padre é exorcista como parte da sua missão de evangelizar, por mandato de Cristo.

Os exorcismos são realizados para afastar o demônio de alguma pessoa, lugar, coisa ou animal. Há dois tipos de exorcismo: público e privado.

Será público se tiver o caráter ou forma de sacramental, quando se faz em nome da Igreja por uma pessoa legítima (bispo) ou sacerdote com a licença, e segundo as normas do rito. Os exorcismos privados ou menores são os realizados como forma de intercessão e súplica.

Os exorcismos públicos se dividem em solenes e simples. Os solenes são os exorcismos previstos para os casos de obsessão, infestação, possessão e opressão diabólica, e se realizam de forma imperativa. Os exorcismos simples são os que fazem parte dos ritos do catecumenato e do batismo, e são realizados por qualquer ministro ordenado com potestade.

Pe. Henry Vargas Holguín
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