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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O ex-católico


O ex-católico é aquele que, durante toda sua vida religiosa, jamais entendeu a Igreja, jamais leu o Catecismo, enfim, jamais se prestou a compreender a busca da fé e a história do catolicismo. Ao absorver inconscientemente uma pesada propaganda anticatólica nas escolas, universidade, imprensa e até mesmo em círculos religiosos não-católicos, o ex-católico torna-se o um feroz crítico e algoz da antiga fé. Mas quem não odiaria a Igreja, quando os lugares de excelência da formação das idéias ou acólitos de outras religiões repetem as “lendas negras” de sempre: Cruzadas, inquisição, pedofilia, apoio ao nazismo, atraso cultural, científico e civilizador? Quem não odiaria a Igreja, quando por vezes há um clero relapso nos assuntos da fé? Despreparado para defender os pontos essenciais da Igreja, acaba por enfastiar-se da missa, participando de forma mecânica dos cultos. Vai mais além, segue tudo aquilo por “tradição”, como se fizesse favores ou fosse condescendente com uma igreja corrompida, fora de seu tempo, anacrônica e obscurantista. 

O ex-católico pode surgir de várias maneiras: é uma pessoa emotivista, que reduz a fé como mero capricho do sentimentalismo. Aí se explicam as milhares de seitas protestantes espalhadas por todo o país, quando ele não vira um “carismático” católico. Rejeitando a autoridade da Igreja, resta ele próprio ser “autoridade” sacrossanta da bíblia. Cada fiel interpreta a bíblia ao seu bel prazer, como se fossem fiéis interpretes do Espírito Santo.  Se o ex-católico rompeu com a Tradição, resta o seu ego substituí-la. E aí vemos o Espírito Santo enlouquecido nas igrejas protestantes, criando verdades contraditórias sob o signo de uma “doutrina bíblica”. Onde há unidade e coerência milenar no Catolicismo, o protestantismo só se renova pelas brigas e pelas divisões. Tantas disparidades não passam incólume ao juízo mais elementar. O caminho real do protestantismo é o anti-intelectualismo ou o niilismo. Ou o acólito vira um fanático protestante cego numa crença irrefletida ou então ele se torna um protestante liberal cético e agnóstico.


Por: Leonardo Bruno de Oliveira
Disponível em: Blog do Padre Luis Fernando