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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cardeal Müller sobre o Sínodo: “Risco de Cisma”


O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, falando em Ratisbona, advertiu para a possibilidade de uma séria divisão interna na Igreja nos temas que tocam o matrimônio e a sexualidade. Referiu-se em particular aos bispos da sua nativa Alemanha, e disse que as reivindicações deles para assumirem um papel de líderes na definição política da Igreja universal deve ser examinada criticamente, também a luz do êxodo das massas da Igreja católica alemã.

Müller acrescentou que a Igreja não deve aceitar a secularização em evidência na Europa ocidental, porque ela “não é um processo natural inevitável”. Mesmo com a forte tendência, uma evangelização enérgica pode neutralizá-la, “porque a fé move montanhas”.

Müller criticou o modo no qual se tenta desconstruir a doutrina católica do matrimônio: exegético, histórico, com a história do dogma, psicologia e sociologia, uma doutrina que nasce do ensinamento de Jesus mas deseja tornar-se compatível com a sociedade atual. Disse ainda que quem é fiel aos ensinamentos da Igreja é difamado como “adversário do Papa”, como se o Papa e todos os bispos em comunhão com ele não fossem testemunhas da verdade revelada. 

Evocou enfaticamente o risco de um cisma em relação à separação entre a doutrina e a prática pastoral: “necessitamos estar sempre atentos e não esquecermos as lições da história da Igreja”, referindo-se ao cisma protestante de 1517. Sobre o matrimônio, afirmou: “não devemos deixar-nos enganar quando se trata da natureza sacramental do matrimônio, a sua indissolubilidade, a sua abertura aos filhos e a complementação fundamental entre os dois sexos. A assistência pastoral deve ter em vista a salvação eterna”. E concluiu: “não se trata de adaptar a revelação ao mundo, mas de ganhar o mundo para Deus”.
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Fides Press /  Olhar a Cristo