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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Card. Schönborn: "É um escândalo que certos países europeus não recebam os refugiados”.


"É um escândalo que na Comunidade Europeia haja países que fazem o que humanamente é uma obrigação e outros não. É escandaloso que alguns países que fazem fronteira com a Áustria tenham um "milésimo" do número de refugiados que se encontram na Áustria. É escandaloso que não aceitem refugiados... Portanto, espero que ocorra um despertar Europeu...". Assim, o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, expressou a sua amargura pela urgência dos migrantes em uma entrevista à TV Tg2000, o telejornal da Tv2000.

"Na Áustria - explicou - há medo e rumores xenófobos como na Itália, mas a minha impressão é que existe muita solidariedade no povo, compaixão e disponibilidade para ajudar estes pobres que chegam sem nada”. Toda a Igreja na Áustria – relatou então Schönborn – reuniu-se em oração pelas 71 vítimas, incluindo quatro crianças, encontradas em um caminhão na rodovia Budapeste-Viena: "Este trágico acontecimento - disse - a incrível morte de 71 pessoas foi um choque, um susto incrível para muitas pessoas. A Catedral estava lotada de pessoas, apesar de ser um dia de trabalho, e quase todo o governo estava lá”.

O Arcebispo de Viena também explicou que a oração foi dedicada "a estas pobres pessoas, das quais não sabemos ainda a identidade porque não tinham documentos. Uma situação cínica: estavam em um furgão frigorífico para carne, apertados como sardinhas. Não é possível imaginar o sofrimento dessas pessoas morrendo sufocadas, uma depois da outra. Muitos já perceberam que não é possível continuar assim". 

O cardeal, portanto, lança um apelo à unidade ao episcopado Europeu para adotar “uma estratégia comum". "Nós criticamos a falta de unidade entre os Países e dos políticos europeus, mas não podemos criticar os políticos se não conseguimos estar unidos entre nós”, destacou o prelado, concluindo que “não existe melhor rede de acolhida do que as nossas paróquias. Para as nossas paróquias, abrir-se e ajudar pode ser também uma graça”.
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ZENIT