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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Iraque: há um ano, o ataque do Estado Islâmico tomava Mossul


"Apelo aos cristãos de todo o mundo para se unirem a nós neste primeiro aniversário da conquista das aldeias cristãs da planície de Nínive por parte do EI, em 7 de agosto de 2014, menos de um mês após a de Mossul", escreveu o patriarca da Babilônia dos Caldeus, Louis Raphaël I Sako, na oração que voltará ao papa e aos bispos de todo o mundo para lembrar a difícil situação dos cristãos locais, expulsos da província iraquiana de noite, entre 6 e 7 de agosto, quando a milícia do Estado Islâmico os obrigou a fugir da região autônoma do Curdistão iraquiano, onde muitos ainda vivem em situações trágicas.

No texto, mencionado pelo Osservatore Romano e pelo site BaghdadHope, Sako sublinha que Jesus nos ensinou "a rezar ao Pai" e assegurou "que tudo o que pedirmos, conseguiremos". E continua: “Nós nos confiamos a ti e te pedimos a força de ser firmes durante esta violenta tempestade para ter a paz e a segurança antes que seja tarde demais. Esta é a nossa oração e, embora pareça difícil, confiamos que podes dar-nos o necessário para a nossa sobrevivência e para o nosso futuro".

"Ajuda-nos, Pai, a trabalhar em conjunto, a ser livres, responsáveis e amorosos e a cumprir a tua vontade com alegria, atenção e coragem. Em Caná, a Mãe de Jesus foi a primeira a notar que faltava o vinho; com a sua intercessão, pedimos, ó Pai, que mudes a nossa situação da morte para a vida, assim como o teu Filho transformou a água em vinho". 

Enquanto isso, a situação vai piorando na Síria, no Iraque, na Líbia e mesmo na Rússia, onde já há combates com os jihadistas do Estado Islâmico. No Iraque, a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos fez novos ataques contra várias cidades, incluindo Mossul e Ramadi. Houve ataques aéreos também nos arredores da cidade síria de Kobani, fronteira com a Turquia, país este que, além de iniciar operações militares aéreas contra alvos do EI, também lançou uma ampla campanha contra as posições curdas na Síria e no Iraque.

Combatentes curdos reagiram: na província oriental de Agri, ontem, pelo menos três soldados turcos foram mortos após dois ataques de militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

No Norte de África também há batalhas contra os guerrilheiros jihadistas. Na Líbia, pelo menos oito soldados foram mortos durante um ataque do Estado Islâmico.

Já as forças de segurança russas mataram oito militantes islâmicos filiados ao EI, durante operação na Chechênia.
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ZENIT