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domingo, 16 de agosto de 2015

Aprendamos de Nossa Senhora...


Maria recebeu de Deus graças especiais e a missão específica de dar à humanidade o Salvador. Ela acolheu com fé e confiança a vontade do Pai, aderiu ao seu projeto salvífico e cumpriu fielmente esse encargo. Por meio dela, portanto, “veio a salvação, a força e o reino de nosso Deus e o poder de seu Cristo” (Ap 12,10).

No evangelho, ecoa a resposta de Maria ao amor de Deus: quer nas palavras de Isabel, a exaltar a grande fé com que a mãe de Jesus aderiu ao projeto divino, quer nas palavras da própria Virgem, que prorrompe num cântico de louvor ao Altíssimo pelas grandes coisas nela realizadas.

Maria não tem o olhar sobre si, a não ser para ressaltar sua pequenez. Eleva ao Senhor a sua expressão de gratidão, engrandecendo-lhe a bondade e a misericórdia, a obra e o poder em favor dos pequenos, dos humildes, dos pobres. Entre esses se inclui Nossa Senhora mesma, com extrema simplicidade. Sua resposta ao imenso amor de Deus, que a escolheu entre todas as mulheres para ser a mãe do seu Filho, é análoga à que deu ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1,38). Para Maria, ser escrava significa estar totalmente aberta, disponível para Deus: que ele faça dela o que quiser. Assim o cântico do Magnificat manifesta a gratidão de Nossa Senhora a Deus por ele ter valorizado os pequenos. 

Maria louva e agradece ao Senhor pelas graças dele recebidas. Cada um de nós também recebeu, com certeza, bênçãos e graças da parte dele… Será que paramos uns instantes para louvá-lo pelo que realiza em nossa vida?

A boa notícia de hoje nos relata dois encontros: um físico (Maria com Isabel) e outro espiritual (Jesus com João Batista). Maria vai ao encontro de Isabel para servi-la. A sublime lição desse evento é que, quando tomamos a iniciativa de visitar, ajudar e servir os irmãos e irmãs que precisam de nós, sempre acontece nosso encontro espiritual com Deus, pois ele se faz presente na pessoa do pobre, do humilde, do pequeno e necessitado. A obediência de Nossa Senhora à vontade divina, a sensibilidade que ela sempre demonstrou para com os outros (lembremos as bodas de Caná e a já citada visita à Isabel, idosa e grávida, para servi-la…) valeram-lhe a vida eterna.

Aprendamos dela o jeito de assumir com responsabilidade nossos compromissos cristãos, para herdar a felicidade eterna.


Pe. Gilbert Mika Alemick, SSP
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Paulus, O Domingo