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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pedagogia Litúrgica para o mês de agosto 2015


“Mês vocacional”. É assim que celebramos o mês de agosto, no Brasil. Um mês dedicado às vocações e, principalmente, dedicado a refletir sobre as vocações na Igreja. Um mês para reacender o desejo em todos os cristãos de corresponder de modo mais intenso ao chamado vocacional recebido desde o Batismo para que nos tornemos discípulos e missionários. Como a Liturgia, a partir dos contextos propostos nas propostas celebrativas, reflete a vocação cristã? 

Caminho vocacional

Toda resposta vocacional acontece de movo livre; não existe resposta vocacional sob pressão ou obrigatoriedade. Mas, a liberdade não é uma conquista, é um caminho que, não poucas vezes, cruza o deserto e faz sofrer fome e sede. Esta pode ser uma primeira aproximação da temática vocacional para este agosto de 2015. O enfoque vem do 18DTC-B, que reflete a necessidade do alimento divino para corresponder ao chamado divino e respondê-lo de modo efetivo. È a necessidade de buscar um alimento que seja altamente nutritivo, capaz de continuar o caminho, quando este se fizer pleno de obstáculos. Este alimento é a fé e o acolhimento de Jesus como Pão vivo descido do céu. Uma celebração que, igualmente, oferece a oportunidade de questionar o que a celebração Eucarística produz na vida da comunidade e na vida de cada celebrante e, além disso, como esta mesma celebração colabora para a resposta vocacional de modo eficaz.

Trata-se de um questionamento importantíssimo porque, como Elias, todos corremos o risco de cair no derrotismo e nos tornar desnutridos espiritualmente por não nos alimentar com o alimento divino. A celebração do 19DTC-B reforça a convicção que quem se alimenta do Pão descido do céu tem maiores condições de responder de modo mais eficaz ao projeto vocacional, para o qual Deus o chamou. Alimentando-se com a Eucaristia, a vocação se torna resposta promotora da fraternidade e da misericórdia no meio da comunidade, em vista do bem de todos. Assim, a vida cristã, vivenciada em cada um dos batizados, nunca deverá esquecer suas fontes nutridoras, para que a resposta vocacional seja realmente autêntica. 

Em meio à proposta de se alimentar com a Eucaristia para responder e corresponder de modo autêntico á vocação pessoal, a Liturgia propõe a celebração da Assunção de Nossa Senhora, considerando Maria como a mulher (ser humano) que mais autenticamente respondeu e correspondeu ao chamado divino. Ela se alimentou da vida pessoal de Jesus, como nós nos alimentamos da vida de Jesus, na Eucaristia. De onde entendermos que não existe resposta vocacional autêntica sem a participação e a comunhão Eucarística na vida do vocacionado. A Assunção é uma celebração-convite para elevar os olhos ao céu, destino daqueles que respondem fielmente ao projeto vocacional que Deus tem para cada um de nós, além de ser oportunidade para homenagear a Mãe de Jesus e nossa Mãe, por ser exemplo de resposta vocacional vivido na humildade e no serviço, como viveu Nossa Senhora. Uma celebração repleta de alegria para Favorecer nos celebrantes a compreensão do papel e da atividade servidora de Maria na realização vocacional no contexto do projeto salvador de Deus. Uma missão que cada discípulo e discípula de Jesus é chamado a realizar com sua própria vida a exemplo da Mãe de Jesus.

Servir ao Senhor

Como é do conhecimento de todos, a resposta vocacional cristã inspira-se no Evangelho e, por isso, a mesma acontece através do serviço, e do serviço gratuito. Vocação não é profissão, que tem remuneração, é disponibilidade para servir, como fez Maria, como fizeram tantos santos e santas, como vemos em tantos testemunhos de vida em nossos dias atuais. Por isso, a resposta vocacional acontece a partir do momento que se escolhe servir ao Senhor, como celebra o 21DTC-B. Escolher e servir o Senhor são modos de se confiar totalmente a Deus, excluindo qualquer forma de idolatria. A resposta vocacional exige a exclusão de qualquer tipo de idolatria. Quem escolhe e serve o Senhor alimenta-se com a vida divina, oferecida por Jesus, pois só ele tem palavras de vida eterna. Do ponto de vista vocacional, isto significa aprender a modelar a vida pessoal nos verbos “escolher” e “servir” para se aproximar de Jesus, escolhê-lo e servi-lo através da fraternidade e de comportamentos solidários.

A conclusão do mês vocacional, na última celebração de agosto, apresenta outro alimento indispensável para a vida e a resposta vocacional: a Palavra de Deus. Um alimento que nutre a vida diária de todo vocacionado. Como canta o 22DTC-B, a Palavra do Senhor ilumina a vida, alimenta a vida e a orienta como seguir a vocação para a qual cada qual é chamado por Deus. Assim, entende-se que os mandamentos divinos não são barras de ferro que criam prisões, são caminhos que abrem a porta da liberdade para se viver na sabedoria divina. Quem acolhe a Palavra de Deus vive iluminado e rege sua vida com a sabedoria que vem do alto.

Concluindo

Independentemente do destino do chamamento vocacional, a Eucaristia e a Palavra de Deus são os alimentos necessários e indispensáveis para uma resposta vocacional autêntica e frutuosa. Este é o tema central da pedagogia litúrgica para o mês de agosto. Um tema que favorece a compreensão e a importância de alimentar a espiritualidade da vocação cristã com a frequência na Eucaristia e com a assiduidade de conhecer sempre mais a Palavra para se responder eficazmente ao chamado divino na vida pessoal.



Serginho Valle
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Serviço de Animação Litúrgica